I estar nele

Eu me sinto bem melhor em Desabafar isso.

2020.10.25 20:04 JohnSDBR Eu me sinto bem melhor em Desabafar isso.

Eu gostaria de aprender a lidar com o sentimento de fracasso que sinto todos os dias. Esse semtimento quando parece que você sempre poderia tá fazendo algo melhor com a sua vida. Estou tentando entrar na universidade há vários anos e, como quero cursar em uma universidade pública, a forma de entra é pelo vestibular "ENEM" (se você é BR deve conhecer muito bem). Acontece que venho falhhado nisso em todos os anos que fiz essa prova.
A culpa é minha poís pra passar é só estudar, porém minha mente é muito conturbada e desde o tempo que eu estava na escola sempre tive problemas pra lidar comigo mesmo e consequentemente minha relação com meus colegas de turma era péssima, o que atrapalhou bastante meus estudos, mas eu não vou botar a culpa neles como eu sempre botava antes. Eu tinha um problema EU. Se eu não consegui ir bem na escola ou no vestibular foi por culpa minha; outras pessoas na minha mesma condição conseguiram e se eu não consegui foi por falta de foco meu.
Cansei de botar a culpa ou na minha classe ou nas pessoas, sempre fiz isso a minha vida inteira e sempre vão ter pessoas ao meu redor e se eu não consigo lidar com isso é um problema que eu tenho e só é culpa minha. Passei muito tempo da minha vida culpando meus pais e minha família por tudo que eu me tornei ou pelos problemas que tenho hoje, mas depois que você cresce você aprende que seus pais são pessoas como você. Eles tem erro, tem falhas e tem problemas assim como você e da mesma forma não são perfeitos como você também não é. É muito difícil apreder isso principalmente quando você é jovem e culpa seus pais por tudo ou outras pessoas (eu tava falando sobre vestibular e olha onde estamos... é eu tenho certo problema em focar em apenas um assunto dclp).
Quando eu aprendi isso foi só então que consegui "ver" meus pais de verdade e também ama-los mais. Isso ficou ainda mais claro pra mim depois de ter um irmão e ver que eu várias vezes cometi o mesmo erro que meus país em criar meu irmão. Acontece que na vida tem certas coisas que você só consegue percerber se olhar de uma outra pespectiva. Esse desabafo pode estar bem positivo nesse ponto, mas ( e por quê eu estou contando isso como se fosse uma narrativa ou um diálogo? Bom, não sei...acho que eu consigo desabafar melhor assim, talvez tenha aprendido isso quando ia no pisicólogo) vou ter que falar de um assunto que eu realmente não gosto e que eu evito a todo custo que é suic*dio, mas eu simplesmente preciso botar isso pra fora
Suicdio na minha vida é mais um pensamento constante, mais uma vontade do que realmente "atitudes". Tem meses que penso mais nisso do que em outros e eu sempre desencorajo isso pra todos os meus colegas e amigos além de mudar sempre de assunto quando esse tema vem a tona. Em conclusão, eu não quero cometer suicdio, principalmente por causa dos meus país que sempre se esforçaram muito pra me criar e pra não deixar nada me faltar. Eu nunca poderia fazer algo assim com eles. Aontece que esse algumas vezes é um pensamento tão constante pra mim, tem vezes que tenho um surtos de ansiedade e na minha mente só vêm todos os fracassos que eu tenho tido na vida e o tanto que me odeio e começo a chorar por tudo que deu errado na vida..... isso vai longe.
Eu bêbo até ficar totalmente bêbado várias vezes na semana, muitas vezes dias seguidos porque aqueles momentos que eu tô sob o efeito do álcool são os únicos que aquela pressão da vida, das coisas que eu deveria estar fazendo e não fiz, das minhas responsabilidades e deveres que tenho procastinado esses são os poucos momentos do meu dia que tudo isso se suaviza até quase sumir e eu consigo ter um momento de relaxamento (óbiviamente me tornei um acoólatra). Eu não queria terminar esse desabafo nesse tom e tinha tantas outras coisas que eu gostaria de dizer, mas eu tenho que sair agora e posso desistir de postar se não fizer agora. Eu já vou me sentir bem mais leve só botando essas coisas pra fora. Em resumo eu quero aprender a lidar comigo mesmo.
(Me desculpem pelos erros de ortografia e se esse texto está incrivelmente "embaralhado" é porque minha mente é assim) .
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2020.10.25 18:19 InternalGuava Conselho de vida: Não se compare com a exceção, se compare com a regra.

Isso aqui é mais um rant mesmo, mas acho que alguém pode pensar parecido comigo.
Primeiro eu vou dar o conselho, depois explicar o porquê de eu estar dando esse conselho.
Não se comparem com a exceção, se comparem com a regra.
Esse é um dos maiores problemas desses últimos tempos: as pessoas sempre veem uma EXCEÇÃO, o TOPO da pirâmide de determinada área, e já saem falando "VOU FAZER TAL COISA PORQUE FULANO DE TAL FICOU MILIONÁRIO FAZENDO ISSO!".
Quando forem analisar determinada área de negócio, foquem em analisar a BASE e não o TOPO. Procurem criar uma estimativa de como está a situação de quem está na BASE (salário, oportunidades de crescimento profissional, concorrência, nicho etc).
Essa perspectiva errada de analisar - e consequentemente, se comparar - com quem está no topo está criando um exército de pessoas iludidas, e acredito eu que seja uma das causas dos altos números de depressão e ansiedade existentes atualmente.
Na verdade essa comparação desnecessária sempre existiu, mas antes era menos descarada.
Antes você se comparava só com quem estava na TV, com aquele parente bem sucedido, aí ficava um pouco triste, mas seguia sua vidinha pacata.
Hoje você é bombardeado constantemente por milhares de pessoas bem sucedidas em todas as Redes Sociais e Plataformas que acessa, isso muda sua mente de uma forma que você não aceita mais ser mediano e cria uma grande frustração interna, porque VOCÊ PROVAVELMENTE É MEDIANO.
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E agora, o porquê de eu estar escrevendo isso:
Me mandaram no grupo do Zap da minha ex-faculdade um vídeo de dois Youtubers que começaram um Podcast há apenas 2 anos e hoje estão faturando em torno de 170 mil por mês só por adsense. Depois veio aquela zoação de que todos nós estudamos a toa, que ser Youtuber é o que dá dinheiro, blablabla e talz.
Aí cresceu a raiva dentro do sujeito aqui, mas se eu fosse escrever esse rant lá iria ficar com fama de "chatão do grupo".
Olhem bem com quem as pessoas estão se comparando hoje em dia, com gente que deu certo no Youtube e está rico.
O problema é que o número de pessoas tentando ganhar a vida com Youtube, Twitch, Instagram, Tiktok etc, é enorme, está na casa do milhão (todo mundo conhece alguém que tá tentando ganhar a vida assim).
Só que para cada 1.000.000 de pessoas tentando ganhar a vida assim, 1 consegue; o problema é que essa 1 pessoa viraliza e ganha a atenção de milhões de pessoas, enquanto que as outras 1.000.000 não conseguem nenhuma visibilidade (e provavelmente não irão fazer um vídeo falando de como fracassaram).
E aí o sujeito vem, se compara com as pessoas do topo, e acha que vai conseguir também.
Aliás, ENTRETENIMENTO NÃO É PARÂMETRO PARA ESCOLHA DE PROFISSÃO. É uma área extremamente aleatória e baseada na sorte, além de na maioria das vezes ser curta. Mas não vou me alongar nessa questão.
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Agora, vou dar alguns exemplos de pessoas do meu círculo social que vivem seriamente iludidas (quem não gosta de saber um pouco da vida dos outros, né? 🙂):
  1. Amigo da família que abriu uma loja de salgados com a justificativa que existe UMA loja de salgados aqui perto que vende milhares de salgados por dia (o cara, ao invés de se comparar com as milhares de lojas de salgados medianas da BASE, quis se comparar com a loja do TOPO, com o 1%).
  2. Conhecido que LARGOU sua faculdade no penúltimo semestre pra fazer Design de Interiores pois "existe serviço em qualquer lugar e tem Designer de Interiores que ficou milionário" (depois de um pouco de conversa, o cara admitiu que sequer fez uma pesquisa de mercado pra realmente confirmar essa ideia de que "existe serviço em qualquer lugar", só ficou tentando me convencer da parte que "mUh, existe DeSiGnEr miLioNáRio").
  3. Conhecida que passou por várias "profissões" e não se firmou em nenhuma. Saquem só quantas "profissões" ela tentou, vou falar na ordem: Cantora, Modelo, Blogueira de Receitas e agora virou Agenciadora do Instagram da filha recém-nascida, que por sinal não tá dando certo pois a bebê não tem nem mil seguidores ainda (A noção da realidade dela é totalmente deturpada. Um dia desses, seu namorado falou que a vida dela era ficar no Instagram. Acho que ela ta achando que a bebê vai ganhar milhões de seguidores que nem esses filhos de famosos).
  4. Amigasso meu veio pedir dinheiro emprestado pois sabia que ficaria rico no Day Trade. Perguntei pra ele se ele já se destacou seriamente em alguma área pra achar que poderia ganhar do mercado financeiro, aí ele me falou de um monte de youtubers de que ensinam a profissão e que "agora ia dar certo".
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E, por fim, alguns conselhos que eu pude pensar até agora nessa manhã de domingo:
  1. CUIDADO com as redes sociais e plataformas de vídeo. Tentem pelo menos filtrar o conteúdo que consomem nelas (Ex.: Eu tenho um Instagram fake só pra ver memes, entro no meu principal apenas algumas vezes no mês pq nele tem uma saraivada de conhecidos mostrando como a vida deles é perfeita, e por mais que eu entenda essa dinâmica do Instagram, sei que se eu ficar consumindo isso não vou ficar bem de cabeça).
  2. O Jordan Peterson fala disso no livro dele, "12 Regras para a Vida". A regra 04 se chama "Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje". Sugiro que leiam o livro para terem uma ideia do porquê isso faz tão mal.
2.1 Na verdade, procurem por "Rule 04 Jordan Peterson" no Youtube que é mais rápido. Se vocês souberem inglês, é claro.
  1. Vocês podem sim chegar no topo de qualquer profissão ou área de interesse, mas primeiro foquem no que é seguro, no que vai deixar o dinheiro entrando todo mês para garantir o arroz e feijão de cada dia, depois vocês pensam em engrandecer pq engrandecer é exceção e não regra.
Bom domingo!
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2020.10.24 12:21 migueucardouso A boca mente, os olhos admitem

A sinceridade é algo difícil de dominar. É um dos equívocos mais difíceis de resolver: admitir o erro e arcar com as consequências, ou por outro lado, mentir e acumular os erros e enganos? Infelizmente, a consciência não tem peso suficiente na deliberação. Ocupa sempre menos tempo e dá menos trabalho mentir, desde que posteriormente, não haja implicações para o lado do mentiroso.
Antes de saírem pela boca, as palavras atravessam um longo percurso. No estágio final deparam-se com dois alçapões. Terão de optar por um. Depois de aberto, enfiam-se no buraco a fim de serem ditas. Um desses buracos, a meio caminho, contém um pequeno filtro que suaviza o seu impacto, o outro não tem nada que as impeça de embater amargamente. Poucas são as corajosas que optam pela segunda opção.
Sempre se preferiu abordar a realidade com esponjas anti-impacto, que esfregam qualquer sujidade no mundo. Enfrentá-la nua e crua, deixando de parte “meios-termos” e “pontes eufemísticas*” é algo que poucos se atrevem, pois conduz muitas vezes à “ofensa” e à dureza evitada dos infortúnios.
Nunca deixei de manter as palavras debaixo de olho, desconfiando da conotação que lhes atribuíam. Para não me deixar enganar, o método que escolho é simples: utilizo os olhos.
Os olhos silenciosos gritam alto o que se esforça em silenciar. São eles que reproduzem fidedignamente o reflexo da alma. Neles certificamo-nos da verdade. Quantas vezes se afirma estar bem, quando verdadeiramente, os olhos são lavados por uma fina camada de lágrimas embaraçadas? Quantas vezes se diz estar mal, enquanto os olhos traduzem a indiferença e o desprezo que vai no espírito?
Mas anda difícil! Os olhos dos outros chatearam-se com os meus. Já não interrogam, já não desconfiam, já não confessam, apenas se desviam. Mesmo que se corra atrás, perde-se a boleia.
Ainda há raras situações em que os olhares se conectam, a rede, porém, revela ser fraca demais para manter uma ligação duradoura.
Atualmente, a única rede de qualidade capaz de manter preso os olhares é a Internet, colando-os aos ecrãs de computadores, smartphones, tablets e mais umas quantas invenções que já surgiram e eu não me apercebi e as que ainda surgirão.
O 5G aproxima-se! Pode ser que o transplantem do mundo virtual para a realidade, de forma a conectar prolongadamente e com qualidade a Humanidade.
Pontes eufemísticas* - utilização de palavras “leves” para suavizar a realidade, banalizando os desastres que ocorrem por este mundo fora.
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2020.10.24 12:20 migueucardouso A boca mente, os olhos admitem

A sinceridade é algo difícil de dominar. É um dos equívocos mais difíceis de resolver: admitir o erro e arcar com as consequências, ou por outro lado, mentir e acumular os erros e enganos? Infelizmente, a consciência não tem peso suficiente na deliberação. Ocupa sempre menos tempo e dá menos trabalho mentir, desde que posteriormente, não haja implicações para o lado do mentiroso.
Antes de saírem pela boca, as palavras atravessam um longo percurso. No estágio final deparam-se com dois alçapões. Terão de optar por um. Depois de aberto, enfiam-se no buraco a fim de serem ditas. Um desses buracos, a meio caminho, contém um pequeno filtro que suaviza o seu impacto, o outro não tem nada que as impeça de embater amargamente. Poucas são as corajosas que optam pela segunda opção.
Sempre se preferiu abordar a realidade com esponjas anti-impacto, que esfregam qualquer sujidade no mundo. Enfrentá-la nua e crua, deixando de parte “meios-termos” e “pontes eufemísticas*” é algo que poucos se atrevem, pois conduz muitas vezes à “ofensa” e à dureza evitada dos infortúnios.
Nunca deixei de manter as palavras debaixo de olho, desconfiando da conotação que lhes atribuíam. Para não me deixar enganar, o método que escolho é simples: utilizo os olhos.
Os olhos silenciosos gritam alto o que se esforça em silenciar. São eles que reproduzem fidedignamente o reflexo da alma. Neles certificamo-nos da verdade. Quantas vezes se afirma estar bem, quando verdadeiramente, os olhos são lavados por uma fina camada de lágrimas embaraçadas? Quantas vezes se diz estar mal, enquanto os olhos traduzem a indiferença e o desprezo que vai no espírito?
Mas anda difícil! Os olhos dos outros chatearam-se com os meus. Já não interrogam, já não desconfiam, já não confessam, apenas se desviam. Mesmo que se corra atrás, perde-se a boleia.
Ainda há raras situações em que os olhares se conectam, a rede, porém, revela ser fraca demais para manter uma ligação duradoura.
Atualmente, a única rede de qualidade capaz de manter preso os olhares é a Internet, colando-os aos ecrãs de computadores, smartphones, tablets e mais umas quantas invenções que já surgiram e eu não me apercebi e as que ainda surgirão.
O 5G aproxima-se! Pode ser que o transplantem do mundo virtual para a realidade, de forma a conectar prolongadamente e com qualidade a Humanidade.
Pontes eufemísticas* - utilização de palavras “leves” para suavizar a realidade, banalizando os desastres que ocorrem por este mundo fora.
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2020.10.24 12:20 migueucardouso A boca mente, os olhos admitem

A sinceridade é algo difícil de dominar. É um dos equívocos mais difíceis de resolver: admitir o erro e arcar com as consequências, ou por outro lado, mentir e acumular os erros e enganos? Infelizmente, a consciência não tem peso suficiente na deliberação. Ocupa sempre menos tempo e dá menos trabalho mentir, desde que posteriormente, não haja implicações para o lado do mentiroso.
Antes de saírem pela boca, as palavras atravessam um longo percurso. No estágio final deparam-se com dois alçapões. Terão de optar por um. Depois de aberto, enfiam-se no buraco a fim de serem ditas. Um desses buracos, a meio caminho, contém um pequeno filtro que suaviza o seu impacto, o outro não tem nada que as impeça de embater amargamente. Poucas são as corajosas que optam pela segunda opção.
Sempre se preferiu abordar a realidade com esponjas anti-impacto, que esfregam qualquer sujidade no mundo. Enfrentá-la nua e crua, deixando de parte “meios-termos” e “pontes eufemísticas*” é algo que poucos se atrevem, pois conduz muitas vezes à “ofensa” e à dureza evitada dos infortúnios.
Nunca deixei de manter as palavras debaixo de olho, desconfiando da conotação que lhes atribuíam. Para não me deixar enganar, o método que escolho é simples: utilizo os olhos.
Os olhos silenciosos gritam alto o que se esforça em silenciar. São eles que reproduzem fidedignamente o reflexo da alma. Neles certificamo-nos da verdade. Quantas vezes se afirma estar bem, quando verdadeiramente, os olhos são lavados por uma fina camada de lágrimas embaraçadas? Quantas vezes se diz estar mal, enquanto os olhos traduzem a indiferença e o desprezo que vai no espírito?
Mas anda difícil! Os olhos dos outros chatearam-se com os meus. Já não interrogam, já não desconfiam, já não confessam, apenas se desviam. Mesmo que se corra atrás, perde-se a boleia.
Ainda há raras situações em que os olhares se conectam, a rede, porém, revela ser fraca demais para manter uma ligação duradoura.
Atualmente, a única rede de qualidade capaz de manter preso os olhares é a Internet, colando-os aos ecrãs de computadores, smartphones, tablets e mais umas quantas invenções que já surgiram e eu não me apercebi e as que ainda surgirão.
O 5G aproxima-se! Pode ser que o transplantem do mundo virtual para a realidade, de forma a conectar prolongadamente e com qualidade a Humanidade.
Pontes eufemísticas* - utilização de palavras “leves” para suavizar a realidade, banalizando os desastres que ocorrem por este mundo fora.
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2020.10.24 12:19 migueucardouso A boca mente, os olhos admitem

A sinceridade é algo difícil de dominar. É um dos equívocos mais difíceis de resolver: admitir o erro e arcar com as consequências, ou por outro lado, mentir e acumular os erros e enganos? Infelizmente, a consciência não tem peso suficiente na deliberação. Ocupa sempre menos tempo e dá menos trabalho mentir, desde que posteriormente, não haja implicações para o lado do mentiroso.
Antes de saírem pela boca, as palavras atravessam um longo percurso. No estágio final deparam-se com dois alçapões. Terão de optar por um. Depois de aberto, enfiam-se no buraco a fim de serem ditas. Um desses buracos, a meio caminho, contém um pequeno filtro que suaviza o seu impacto, o outro não tem nada que as impeça de embater amargamente. Poucas são as corajosas que optam pela segunda opção.
Sempre se preferiu abordar a realidade com esponjas anti-impacto, que esfregam qualquer sujidade no mundo. Enfrentá-la nua e crua, deixando de parte “meios-termos” e “pontes eufemísticas*” é algo que poucos se atrevem, pois conduz muitas vezes à “ofensa” e à dureza evitada dos infortúnios.
Nunca deixei de manter as palavras debaixo de olho, desconfiando da conotação que lhes atribuíam. Para não me deixar enganar, o método que escolho é simples: utilizo os olhos.
Os olhos silenciosos gritam alto o que se esforça em silenciar. São eles que reproduzem fidedignamente o reflexo da alma. Neles certificamo-nos da verdade. Quantas vezes se afirma estar bem, quando verdadeiramente, os olhos são lavados por uma fina camada de lágrimas embaraçadas? Quantas vezes se diz estar mal, enquanto os olhos traduzem a indiferença e o desprezo que vai no espírito?
Mas anda difícil! Os olhos dos outros chatearam-se com os meus. Já não interrogam, já não desconfiam, já não confessam, apenas se desviam. Mesmo que se corra atrás, perde-se a boleia.
Ainda há raras situações em que os olhares se conectam, a rede, porém, revela ser fraca demais para manter uma ligação duradoura.
Atualmente, a única rede de qualidade capaz de manter preso os olhares é a Internet, colando-os aos ecrãs de computadores, smartphones, tablets e mais umas quantas invenções que já surgiram e eu não me apercebi e as que ainda surgirão.
O 5G aproxima-se! Pode ser que o transplantem do mundo virtual para a realidade, de forma a conectar prolongadamente e com qualidade a Humanidade.
Pontes eufemísticas* - utilização de palavras “leves” para suavizar a realidade, banalizando os desastres que ocorrem por este mundo fora.
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2020.10.24 12:19 migueucardouso A boca mente, os olhos admitem

A sinceridade é algo difícil de dominar. É um dos equívocos mais difíceis de resolver: admitir o erro e arcar com as consequências, ou por outro lado, mentir e acumular os erros e enganos? Infelizmente, a consciência não tem peso suficiente na deliberação. Ocupa sempre menos tempo e dá menos trabalho mentir, desde que posteriormente, não haja implicações para o lado do mentiroso.
Antes de saírem pela boca, as palavras atravessam um longo percurso. No estágio final deparam-se com dois alçapões. Terão de optar por um. Depois de aberto, enfiam-se no buraco a fim de serem ditas. Um desses buracos, a meio caminho, contém um pequeno filtro que suaviza o seu impacto, o outro não tem nada que as impeça de embater amargamente. Poucas são as corajosas que optam pela segunda opção.
Sempre se preferiu abordar a realidade com esponjas anti-impacto, que esfregam qualquer sujidade no mundo. Enfrentá-la nua e crua, deixando de parte “meios-termos” e “pontes eufemísticas*” é algo que poucos se atrevem, pois conduz muitas vezes à “ofensa” e à dureza evitada dos infortúnios.
Nunca deixei de manter as palavras debaixo de olho, desconfiando da conotação que lhes atribuíam. Para não me deixar enganar, o método que escolho é simples: utilizo os olhos.
Os olhos silenciosos gritam alto o que se esforça em silenciar. São eles que reproduzem fidedignamente o reflexo da alma. Neles certificamo-nos da verdade. Quantas vezes se afirma estar bem, quando verdadeiramente, os olhos são lavados por uma fina camada de lágrimas embaraçadas? Quantas vezes se diz estar mal, enquanto os olhos traduzem a indiferença e o desprezo que vai no espírito?
Mas anda difícil! Os olhos dos outros chatearam-se com os meus. Já não interrogam, já não desconfiam, já não confessam, apenas se desviam. Mesmo que se corra atrás, perde-se a boleia.
Ainda há raras situações em que os olhares se conectam, a rede, porém, revela ser fraca demais para manter uma ligação duradoura.
Atualmente, a única rede de qualidade capaz de manter preso os olhares é a Internet, colando-os aos ecrãs de computadores, smartphones, tablets e mais umas quantas invenções que já surgiram e eu não me apercebi e as que ainda surgirão.
O 5G aproxima-se! Pode ser que o transplantem do mundo virtual para a realidade, de forma a conectar prolongadamente e com qualidade a Humanidade.
Pontes eufemísticas* - utilização de palavras “leves” para suavizar a realidade, banalizando os desastres que ocorrem por este mundo fora.
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2020.10.24 06:10 mentalorgasmo “MEU DEUS DO CÉU, POR QUE ELA É TÃO GOSTOSA?”

Ela adora dominar. Se sente mais poderosa, gostosa, atraída. Gosta de mostrar que também tem potencial de sobra para me — e se — satisfazer. Não perde tempo e se joga para cima de mim como a bola de tênis na raquete. Me olha nos olhos, beija minha barriga, alisa meu peitoral enquanto esfrega a boceta no meu pau que pulsa falando seu nome. Que delícia. Que gostoso. Senti-la fazendo isso é mágico. Ela me dá um chá de boceta às vezes que faço questão de me embriagar nele. É satisfatório demais e me deixa mais louco de fissura por ela.
Ela fica me olhando e esfregando em mim, mordendo o lábio inferior enquanto se deleita no meu instrumento. É com ela mesmo. Tudo sob o seu controle. Parece que consigo sentir as veias dele latejando, batendo como meu coração. Ela sabe roçar gostoso demais. Mete a boceta nele e pronto, chegou a hora que ela tanto preza. Solto uma gemida abafada conforme ela quica me olhando. Apoia as mãos sobre minha barriga. Rebola lentamente com ele dentro. Só quer saber de relaxar. E dá pra ver o quanto ela está relaxada, bem calma. É seu deleite fazer isso. Ela quica tão suave que parece não estar saindo do lugar e repetindo o movimento, mas a verdade é que ela não erra e cada quicada tem uma dose de cavalgada, de forma bem tranquila.
Seu jeitinho de fazer me deixa extasiado por dentro e por fora. Parece que ela fica mais ciente dos atos e coisas que faz comigo. Senti-la provocando esse pau apaixonado me faz querer mais. Me dá vontade de devorá-la, assim como sua bocetinha escorregadia faz com ele. Não sei se tem coisa melhor. Quando ela quica os seios vão balançando de modo tão fabuloso que me deixa fixado.
Apoio minhas mãos sobre a sua cintura e ao mesmo tempo faço com que ela se sinta mais à vontade e relaxe. Ela rebola orgasmicamente. Eu tento descrever mas não tem como. Ela sabe o caminho. Ela delira e me faz delirar. Aumenta a intensidade das quicadas, vai gemendo mais alto e simultaneamente alisando o clitóris. Se acaba, vai gostosa! É todo seu!
Como disse Orochi, “Meu Deus do céu, por que ela é tão gostosa?”
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2020.10.24 03:34 mentalorgasmo CAFÉ DA MANHÃ

Ela senta na mesa da cozinha, me chama, arreganha as pernas, dá uns tapas na boceta, puxa a calcinha de lado, explora com os dedos, se deda, tira, chupa, tira a camisola para ficar mais à vontade, chega mais para a beira, já posicionada; eu vou com gás, chupo, chupo, mordo, mordo, mastigo, mastigo a boceta até ela se apertar com vontade, me afogar nela, pressionar firme contra, só tenho a agradecer. Abocanho, engulo com toda a minha fúria, salivando horrores, diversificando entre mordidas, chupadas, lambidas cautelosas exatamente no clitóris que é a fonte do prazer, essa gemida me enlouquece, o calor do momento enaltece a satisfação, eu não consigo parar, a glande do pau cospe, melada como a boceta; me ajeito melhor, me deleito melhor, pego nele, começo a me masturbar lentamente, sumindo cada vez mais da Terra, os pensamentos longe, suas mãos massageando os seios, concentrado, focado, olhos bem abertos, aliso o pau, sinto a graciosidade, a língua feliz por estar desfrutando dessa belezura de boceta, suas gemidas intensas e gostosas de se ouvir, vou me acabando nesse café da manhã, ela vai relaxando, caindo para trás, goza na minha boca; subo na mesa, começo a me masturbar rapidamente, não demora e também gozo, mas em toda a frente desse corpinho maravilhoso, te deixando bem mais bonita.
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2020.10.24 00:55 mentalorgasmo DEVORANDO MINHA DEUSA NO SOFÁ

Quase todas as vezes que eu saio do banho essa garota está assim: de quatro, com esse lindo rabo empinado, me esperando para ser deliciosamente fodida. Ela adora, ela ri; vira a cabeça para trás, dá um tapa na raba e depois passa na bocetinha, em seguida chupando um dos dedos. (O pau cresce na hora.)
Me aproximo dela e, com a toalha pendurada no ombro, vou me masturbando bem devagar, olhando para ela cheio de vontade de sentir seu calor interno que só essa mulher tem. Como eu sei que ela já tomou banho antes de mim, ainda brincando com o garoto eu me aproximo da sua bunda e apoio meu rosto – mas com a língua na beira do orifício dela, que lateja como nunca. Ele pisca, me conhece. Fica extasiado quando sente minha língua perto. Então eu levo minhas mãos ao seu corpo e comceço a acariciar seu corpo, deslizando pelas laterais, subindo até os seios – e nessa o instrumento “duraço” está encostando na rabeta, indo à loucura – para realizar aquele aperto suave e delirante. Ela apoia uma mão no sofá e a outra fica por cima da minha durante meu toque nos seios… ela alisa, acaricia, mas logo desliza até a calcinha e puxa pro lado, consequentemente se tocando com leveza, cheia de fogo, toda se ardendo. Dou umas puxadas no mamilo de cada seio, esfrego a palma de cada mão – que delícia senti-los durinhos –, engulo saliva e logo me afasto bem devagar, já caindo de boca na sua “Rosa”, e me misturo com seus dedos começando a ficar melados.
Jogo a toalha na cadeira da mesa da sala, me ajeito e mergulho nela, dando umas chupadas intensas, sugando tudo o que consigo dessa delícia de flor, fazendo minha deusa pirar. Uso as duas mãos para abrir o caminho, e com os polegares exploro os grandes lábios dessa xota monumental. (Nossa, quanta saliva tive que soltar. Eu sou apaixonado por isso e por essa mulher, também.) Provo para ela o quanto eu gosto de satisfazê-la. Me perco. Me encontro. Chupo com gosto, deixando seu grelinho babado, misturado com a minha saliva quente.
Subo lambendo com pressão até seu “O” e cuspo, deixo escorrer enquanto ela pisca o danado para mim, e sem esperar mais um segundo eu voo nele e fico passando a língua de maneira circular, alternando para umas pressionando, fazendo suas gemidas atingirem as paredes. Minhas mãos apoiadas na sua bunda acariciam mas apertam-na. Dou uns tapas. Coloco uma mão pela frente e inicio uma massagem no clitóris, elevando o nível. Ela suspira. Ela me pede para não parar. Ela diz que está delicioso. Encantador. Surrealidade pura. Conexão elevada.
– Ai, eu vou gozar, amor! – ela diz com as pernas começando a bambear.
Dedo seu cuzinho e cuido do clitóris. Estamos acima das nuvens. Bocetinha toda babada. Cuspo mais no cuzinho. Volto a lambuzá-lo. Paro. Desço à boceta. Puxo o grelo chupando. Enfio a cara entre sua bunda. Me entorpeço dela. Logo sinto minha mão completamente molhada, porque ela gozou nela. Em seguida penetro meu garotão no cuzinho sem que ela tivesse tempo para imaginar essa minha ação, e vou socando gostoso apreciando toda essa grandeza assim para mim, livremente rebolando comigo dentro dela. É bem apertado, mas está gostoso. Bato com vontade. Deixo as marcas das minhas mãos. A gente se deleita. Ela volta a massagear o clit. Geme que é uma beleza. Eu soco até o limite. Ela pira. Ela é louca por mim. Faço como ela gosta.
A piroca lateja enquanto viajo dentro dessa imensidão. Cuzinho extremamente apertadinho, travando e soltando o pau… uma delícia para penetrar. Ela rebola com jeito, na manha, na sabedoria. Vira a cabeça para trás, joga o cabelo pro lado e fica mordendo o lábio inferior, assentindo enquanto fico no vai-e-vem. Bato mais. Seguro suas nádegas. Acaricio. Aliso com paixão. Ela me contagia de felicidade. E afim de me deixar mais maluco, me pede:
– Goza dentro da minha bocetinha, goza?
Como recusar? eu penso.
Tiro lentamente e entro nela por outro caminho, sentindo o ambiente completamente molhado e escorregadio. Levo as mãos à cintura e meto com vontade, com força, até o limite. Ela pira. Geme cada vez mais alto me dizendo que está uma delícia, me pedindo para gozar gostoso, jogar meu leite quente dentro dela. Cravo minhas mãos nessa delícia de cintura e vou me deleitando nessa flor esplêndida que se abre para mim sempre que me apresento. E sem pensar duas vezes gozo, bem gostoso, dentro dela – mas não tiro: agarro-a e me sento no sofá como se estivéssemos colados, onde ela começa a rebolar e quicar ao mesmo tempo, louca, louca por estar comigo mais uma vez.
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2020.10.23 19:01 1stgabriel Solidão é uma coisa complicada, ao ponto de você querer sair desse buraco mas a cada tentativa fracassada a melhor saída é sempre cavar mais fundo e ficar no 'escuro'. Depois de tanto tempo nessa situação você acaba se acostumando ao ponto de se viciar com esse vazio tranquilo...

Não tenho amigos desde quando eu tinha os meus 15 anos, hoje tenho 28.
Não sou uma pessoa que fica se isolando do mundo, sempre tive vida social ativa mas nunca criei vínculos muito duradouros pelas seguidas decepções e quebra de confiança. Sempre fui uma pessoa carismática, que as pessoas gostam de quando estou presente mas também depois de um tempo parece que se eu não procurar companhia ninguém me procura, aí depois ainda com a cara de pau me perguntam pq eu sumi... porra? Sumi porque cansei de só eu tentar.
As pessoas te querem só pro lado bom das coisas, quando cê tá fodido ninguém quer estar ali do teu lado.
Depois de anos achando que o problema era eu e ficando na minha cada vez mais, acabei percebendo que o problema nunca fui eu.
A paz que eu tenho é ficar com a minha solidão lendo meus livros, tocar a minha gaita, beber a minha cerveja tranquilo, correr pela cidade e ficar observando o que tá acontecendo ao meu redor como se eu estivesse em outro plano.
No final das contas você acaba gostando desse vazio e ele deixa de ser isso, o mesmo se completa porque a sensação é viciante e largar essa tranquilidade é um processo muito mais duro que entrar nele.
Se você leu esse devaneio, comente algo aí que quem sabe eu respondo.
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2020.10.23 05:05 c4sLu TDAH ou apenas preguiça/falta de motivação/desânimo?

Saudações! Vou tentar ser bem direto ao ponto. Desde muito cedo eu nunca consegui focar em uma única coisa. Aos 12 anos me interessei por programação mas já me arriscava manipulando imagens no Photoshop. Sempre gostei muito de pesquisar sobre diversos assuntos mas só consigo me atentar ao básico, nunca me aprofundando naquilo. Isso é terrivelmente frustrante pra mim, visto que faço História na Universidade Federal do meu Estado, um curso que depende de uma carga de leitura extensa. É muito difícil pra mim ler um livro, pode até ser um assunto que me interessa, mas rapidamente perco a motivação de lê-lo e navego no mar do conhecimento buscando outras áreas totalmente diferente daquela que eu acabei de tentar ler. Como explicar alguém (eu) que gosta de programar mas odeia Matemática. Que gosta de brincar no Photoshop mas cursa História. Começo algum projeto extremamente extasiado em alcançar bons resultados e no meio do caminho já sinto preguiça de continuar trabalhando nele e na maioria das vezes até quero desistir. Não sei o que acontece comigo. A maioria das pessoas que eu conheço conseguem ser disciplinadas. Conseguem estudar. Eu não consigo estudar. Passei no Enem porque eu sempre li muito diferentes temas e tinha uma bagagem cultural elevada para escrever uma redação decente (tirei 820 a propósito, na Redação). Mas eu não estudei nadica de nada. Justamente porque eu não consigo. Não consigo cumprir horários, nem prazos, quanto menos metas. Fico enjoado muito rápido das coisas, minha mente parece estar sempre a milhão. Será que isso é só uma fase, preguiça, falta de motivação, desânimo ou indícios de algo chamado TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)?
O problema é que falo isso pras pessoas, inclusive pra minha família, e elas atribuem isto a tudo menos a sintomas de uma doença.
O que fazer? Como proceder? Alguém me dá uma dica porque eu não faço ideia.
EDIT: Já tentei fazer uso de nootrópicos e vitaminas B12 por recomendações de um antigo farmacêutico, mas não obtive sucesso. Li alguns relatos na internet e vi que os nootrópicos surtem efeito placebo.
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2020.10.22 15:12 Cadaverin Hipocrisia

Quero comecar pedindo desculpas pela falta de acentuacao nas minhas palavras. Este computador esta com o teclado americano e nao estou disposto a perder meu tempo formatando isso corretamente. Conto com a leitura corretiva de voces.
Eu sou uma pessoa bastante razoavel. Nao costumo falar fora de hora, dar opinioes que nao sejam requisitadas ou ser parcial. Cada um tem sua historia, cada um tem seu momento, e minha pequenez eh grande o suficiente para entende-la e aceita-la. Sou ninguem no grande ciclo das coisas.
Dito isso: odeio hipocrisia. Eh provavelmente a unica coisa que me arrepia os pelos da nuca com raiva. Da minha otica, eh muito simples manter sua palavra. Claro que existem cenarios onde voce absorve novas ideias e acaba mudando uma opiniao, mas isso nao eh o caso de agora.
Meu instagram era bombardeado com mensagens criticas a respeito de quem furava a quarentena para ver duas, tres pessoas. Que julgava quem saia pra fazer uma coisa minuscula. Pessoas ILUMINADAS, daquelas que tentam passar para voce o quao grandiosamente astutas elas sao por conseguirem ficar em casa. Eu trabalhei normalmente durante a quarentena, inclusive em outras cidades/predios, vendo pessoas novas diariamente. Todos de mascara, todos se distanciando, mas mesmo assim eu estava la, ``furando`` a quarentena.
Claro que a motivacao era valida, eu estou trabalhando. Nao posso me negar a ir. Algumas pessoas conseguiram home office, mas eu fui uma das escaladas para estar aqui todos os dias. As criticas para os ``furadores`` nao era para mim, mas nao tinha como nao senti-las de qualquer forma. Eu vi amigos durante o comeco - sempre as mesmas pessoas, que ja moravam juntas, e estavam de home office. Quando eu postei uma fotinha com eles, me julgaram. Desceram-me o cacete virtual por me dar certa liberdade social.
Agora entramos numa fase mais branda - como se isso fosse realmente verdade e nao soh um apelo desesperado dos nossos governantes para que o pais nao se afunde numa miseria economica ainda maior - e de repente todo mundo esqueceu disso. Quem mais postava aquelas futilidades de ``estou de olho em vcs!!!`` ``nosso pais eh muito ignorante`` ta se enfiando na praia, com 400 estranhos diferentes; ta lotando bar, ta fazendo churrasco, ta vivendo como se tudo estivesse normal e como se ha meses atras nao estivesse tentando criar uma imagem de ``sabedoria iluminada`` com seus tweets provocativos, seus stories repetitivos sobre ``consciencia social`` e outras baboseiras tantas.
No fim, eu prefiro a pessoa que cagou pra quarentena desde o inicio. Ou aquela que respeitava mas nao se metia na vida dos outros (como eu). Eu odeio ver as mesmas pessoas que tanto encheram o saco perpetuar o ciclo que elas julgavam, como se AGORA estivesse tudo certo.
Brasileiro eh uma raca maldita, com todo respeito a todos nos, ja que tambem sou. Adora entrar na onda da racionalidade soh pra sentir-se parte de um rebanho. Encheram tanto o saco de quem votou no bolsonaro/no proprio presidente e agora tao beijando estranhos no bar da esquina.
(soh um adendo, nao votei nele e nao votarei)
Nao sejam hipocritas. Pensem no que voces vao falar; se realmente eh baseado no que voce acredita/como voce age ou se vc apenas ta falando pra entrar na moda e tentar ganhar pontos com a militancia social que voce escolheu. Talvez ninguem se lembre, mas os que lembram te olham com olhos viciosos e gostariam muito de dizer-lhes na mesma quantidade que voces disseram.

Mas infelizmente nada se muda. Tudo que posso fazer eh odia-los de longe com suas linguas levianas e suas memorias de peixe dourado.
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2020.10.20 12:53 Creids258 O Anti- Virus que eu uso no PC mudou a forma que eu gasto o dinheiro no meu jogo Yugioh Duel Links ao invés de estar em R$, está com uma moeda mexicana

O aplicativo que eu uso no PC é o Kaspersky Anti- virus e hoje de manhã enquanto estava mexendo no computador apareceu uma mensagem falando sobre mudar o servidor ou a rede dele para o México, eu não lembro direito kk que isso ajudaria a melhorar na proteção dele e eu cliquei para fazer isso, com isso não mudou em nada eu continuo com a proteção e a língua do aplicativo não mudou, mas quando entrei no meu jogo, cliquei em loja porque nele tem a opção de comprar as cartas com as gemas e também com o dinheiro, e vi que ao invés de estar com a moeda em real, os valores estão mudados para a moeda mexicana e hoje quando entrei nele antes de receber essa mensagem do antivírus ele estava normal, a língua/ país está como Brasil. Tenho certeza que foi por causa desse erro que cometi ao clicar na mensagem do antivírus e agora não sei como consertar isso, alguém sabe?
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2020.10.20 04:14 loud_pipes Serviços para pets que falecem

Olá pessoal, meu dog está com um câncer bem avançado, com tumores grandes no baço e no fígado.. no ano passado já operamos nele e decidimos não operar mais e fazer o máximo para deixar ele feliz no pouco tempo que resta.
Sendo meu primeiro pet eu não sei oq preciso fazer quando chegar o tempo dele. Não quero estar despreparada na hora.
Para quem já passou por isso, tem algo que preciso saber ou algo que vai me ajudar no processo? Já vi uns carros da prefeitura que fazem algum serviço mas não tenho coragem de pesquisar ainda..
(Estou solicitando umas dicas de serviço mas se alguém tiver algumas palavras para eu me preparar mentalmente tbm são bem vindas)
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2020.10.19 23:43 Normal_bitch Não consigo superar

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Como gosto desse sub decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acordava, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez e me mataria, gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.19 22:05 Normal_bitch Não consigo superar, me ajudem!!

Preciso de conselhos e preciso desabafar.
Perdão pelos erros de português, não é meu forte.
Uma boa parte do meu relacionamento foi extremamente desgastante, embora as coisas tenham mudado, significando que eu deveria estar bem, eu não estou, eu ainda tenho raiva do meu namorado as vezes, não supero tudo oque aconteceu.
Decidi que vou soltar toda minha frustração aqui, tudo oque me fez mal no começo, preciso de alguém que me ouça,é uma tentativa de deixar esses problemas para trás e não estragar meu relacionamento.
Esse post sera bastante comprido
O primeiro mês foi bom, no segundo ele era paranóico, brigou comigo pois alguém que eu nem conheço disse que ele era corno, briguei feio com ele, então esse problema não se repetiu.
No terceiro mês os problemas começarem, não consigo lembrar dos detalhes, muito dessa época foi um borrão para mim.
Meu namorado tem problema com depressão, apartir do terceiro mês ele começou a ameaçar de se matar todos os dias basicamente, dizer coisas sem sentido, eu tentei ajudar ele o máximo que pude, depois de um tempo a família dele colocou ele em psiquiatra, psicólogo, terapeuta, tudo que era possível, até ai tudo bem, eu queria ajudar ele, claro que não iria deixar ele sozinho nesse momento.
Agora vem a parte que realmente me fez mal, durante meses ele ameaçou se matar todo o dia para mim, mandava foto de faca,na barriga, segurando, na mesa, ia no viaduto mandava foto dizendo que ia se matar, por todo o dia ficava me dizendo coisas terríveis, eu sentia que estava sendo torturada.
Me disse algumas vezes que queria pegar outras pessoas, me disse que se me traisse com um homem para testar nao teria problema, que estava em dúvida se gostava de homem e queria testar, um dia até quis tentar terminar comigo porque os colegas disseram que ele parecia gay quando colocou um piercing. Depois ele percebeu que era só confusão da cabeça dele pois sempre chamaram ele de viado.
Todo dia minha rotina se baseava em parar tudo o'que eu estava fazendo para ajudar ele.
Na escola dizia que ia embora pra se matar, quase todo dia eu tinha que implorar, ligar, chorar, pedir que ele não se matasse.
Uma vez nos bancos da escola disse que iria sair mais cedo para poder se matar enquanto eu me matava de chorar na frente dele,implorando para ele não me deixar, e ele nem ligou, me olhava com o olhar vazio, so dizia que era o melhor pra mim.
Uma vez brigamos e ele foi a uma festa e voltou falando sobre como a irmã do amigo dele estava rebolando pra ele, sabendo que nem sair de casa eu podia na época, e ele podia mesmo eu não tendo como (eu não podia sair ou namorar, esses meses foram escondidos da minha mãe, contamos no começo desse ano, todos esses problemas foram de setembro do ano passado até o início da quarentena, onde já podíamos nos ver fora da escola)
Ameaçou de se matar até no meu aniversário, primeiro aniversário que minha família parecia feliz, e eu tive que me esconder no quarto pra chorar e implorar que ele não se matasse, estraguei o aniversário, na frente da minha família tive que fingir que estava tudo bem.
Dizia o tempo todo que eu não gostava dele de verdade, que eu ficaria melhor se ele morresse, não importava quantas vezes eu tentasse provar que realmente gosto dele, isso é cansativo.
Dizia que ia tomar água sanitária, tomar todos os remédios, mandava fotos com facas, várias fotos no viaduto, e dizia "adeus" me fazendo implorar para que ele vivesse mais um dia, não sabendo oque aconteceria no outro dia. A única coisa que ele realmente fez foi tomar um gole de água sanitária, o restante felizmente foram apenas ameaças.
Um dia ele saiu para a casa de um amigo, e começou a ameaçar de se matar, quando fazia isso costumava colocar uma foto preta no whats, quando mandei mensagem para o amigo que estava do lado dele para pedir ajuda, o amigo me mandou um audio dizendo "é brincadeira dele tudo, ninguém manda acreditar" "ninguém manda não ajudar, agora vai morrer" coisas do tipo, rindo da minha cara, na hora eu bloqueei os dois e exclui todas as nossas mensagens, mais tarde descobri que ele realmente estava querendo se matar, então ele brigou comigo por acreditar no amigo dele, mas nunca disse uma palavra para o amigo que me enganou e riu da minha cara enquanto eu não conseguia parar de chorar por horas.
Um dia ele teve um ataque de ciúme porquê eu disse que achei uma foto de um gato que ele mandou fofo, "você prefere o gato a mim, vai com o gato então, vai vir aqui e vai querer dar mais atenção para o gato"
Fez um texto lindíssimo pra uma amiga, de uma forma que nunca fez pra mim e em uma parte do texto disse que ficaria com ela se não estivesse comigo, eu fingi que isso não me machucou por um tempo, e quando contei que me fez mal ele disse que nunca fez algo do tipo para mim pois a amiga dele realmente acreditava nele, e eu não acreditava. Eu que estava todo dia chorando, perdendo cabelo de estresse pra tentar ajudar ele.
Ele tinha o direito de conversar com quem quisesse, falar que pegaria outras pessoas, eu não sou ciumenta, porém eu não podia chegar perto de nenhum homem. Um dia ele insistiu que eu contasse quem eu achava bonito dos nossos colegas, quando eu contei ele brigou comigo, dizendo que era fácil para mim trocar ele.
Com tudo isso eu perdi 4 quilos, eu sou pequena, 4 quilos fazem grande diferença e perdi muito, muito cabelo a ponto de ter medo de ficar careca, perdi a habilidade de dormir a noite, pois passava a noite acordada, até as 6, horário que ele acorda, tudo por medo de que ele não estivesse dormindo e sim morto,esperando 4,5,6 horas para receber uma mensagem, até hoje tenho dificuldade para manter uma rotina saudável quanto ao sono, e tive meus primeiros pensamentos suicidas.
Em grande parte desses meses eu ficava apenas no meu quarto deitada, so saia pelas coisas que eu sou obrigada a fazer, estudar, limpar,comer as vezes, e exercício pois já tenho problemas o suficiente de autoestima, se eu ficasse mais feia aí sim pioraria de vez , gosto muito de exercícios e os fazia a noite, mas como ele chegava a noite, várias vezes parei de fazer para ajudar ele.
Eu so queria ajudar ele, apenas isso, foi a única coisa que eu fiz todos esses meses, perdoar e ajudar, apenas isso.
Quando eu não aguentava mais disse que se ele não mudasse a forma de lidar com os problemas eu terminaria, apartir dai ele começou a melhorar, a terapia foi o'que mais funcionou para ajudar com o problema dele, ele começou a desabafar ao envez de jogar todos os problemas em mim e me torturar, eu finalmente estava feliz.
Então quando eu pensei que deixaria tudo isso pra trás ele em uma manhã começou um assunto sobre gostar de mulheres mais velhas, até ai tudo bem, mas ele decidiu dizer "trovaria tua mãe, ela e bonita" , e foi onde meu mundo caiu, todas as vezes eu perdooei ele, sempre entendi que era por conta da depressão que ele me fazia mal, entendi que não era culpa dele, mas isso era demais, isso era um limite, todas as outras vezes eu acreditei que ele mudaria e confiei nele, dessa vez não consegui, não sei se consigo até agora.
Ainda assim eu continuei com ele, e desde então ele tem sido um amor, tudo está bem, ou deveria estar, mas eu não consigo superar tudo isso, sinto que atinge meu limite com o último problema e não consigo mais voltar a acreditar nele, ou confiar nele. Eu amo ele, e agora ele realmente mudou, a meses nao fala nada que me deixa triste, sempre pergunta se está me sobrecarregando quando desabafa, ele me respeita bastante, porém eu não quero estragar nosso relacionamento com meu problema de não superar.
Eu sei que o jeito que eu falei sobre o problema de depressão dele pode ter sido egoísta, focando apenas no meu lado, enquanto para ele deve ter sido muito pior, mas eu so estou contando como me senti, eu sei que esse problema não e culpa dele e que as coisas que ele me disse e me fez foram por estar fora do normal graças a depressão, não o culpo, ao menos ele melhorou, não e como se eu fosse perfeita, por vezes nao acreditei que ele mudaria e exagerei nas brigas,so piorando a situação , agora eu aprendi a conversar ao envez de brigar e isso ajudou. Porém eu nunca tinha lidado com algo do tipo, não soube ajudar ele então acabou que fui sobrecarregada, e agora eu preciso de um conselho, como posso superar isso e finalmente olhar pra frente, nosso relacionamento devia estar bem, não quero estragar tudo, me ajudem!!
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2020.10.18 05:00 PetterGold776 3 Anos vivendo com um amigo tóxico

Eu sou um cara bem novo, que nunca teve muitas amizades e passou por tudo isso despercebido, Eu fiquei por 3 anos sendo amigo de uma pessoa tóxica.
Gostaria de informar aqui depois de escrever tudo, que o texto é extremamente longo e algumas partes podem ser demoradas e chatas, não te culpo caso queira pular para o TL;DR do final aonde é uma versão mais resumida.
Eu gosto de ser elogiado e quero que outras pessoas sintam o mesmo, portanto eu elogio um amigo meu quando ele faz algo que ele considere importante e gosto de sentir que ele está feliz por causa do meu elogio, só que por 3 anos eu conversava e me importava com esse tal amigo (vamo chamar ele de V) que nunca se importou de verdade comigo ou coisa do tipo, eu só servia para fazer ele rir e um saco de pancadas emocional, não importava o que, se eu perdia em algo ele praticamente ria de mim, se eu vencia em algo eu nunca ganhava o mínimo de reconhecimento, e se eu era melhor que ele ficava irritado e me chingava, e se eu o elogiava ele só ficava se exibindo mais e mais como uma forma de ganhar atenção, ele praticamente me fazia me sentir errado em tudo.
Por que eu não larguei ele ou eu percebi que ele era um escroto comigo? Porque eu não sabia de mais ninguém que eu conseguisse fazer rir tão facilmente, eu por ser uma pessoa que basicamente se importava mais com a felicidade momentânea dos outros mais do que a minha própria felicidade, e por não saber o que era uma amizade normal ou o que era uma amizade tóxica eu achava que eu tava vivendo no paraíso. Eu sempre via outras pessoas como youtubers com amizades perfeitas, mas na minha cabeça eu não dava muita bola e pensava que eles também sofriam da mesma coisa, eu ignorava quando esse pensamento via a tona.
Por 3 anos, praticamente todo o dia era o mesmo, era tentar fazer ele rir e no final do dia sair estressado por causa de briga, coisa que ele conseguia ignorar em 4 segundos, por que esse era o objetivo dele, era me fazer ficar estressado! Eu por me preucupar demais com a felicidade dos outros, acabava que eu fico extremamente ansioso e estressado quando eu ferro com alguma coisa ou faço com que alguém fique irritado. Eu cheguei a ter que falar comigo mesmo por uns 3 ou 5 mêses durante uma depressão, porque eu era a única pessoa que eu conseguia falar sem me estressar e rir sem peso na consiência. Essa depressão ocorreu por causa que eu ferrei com a oportunidade de sair com uma menina que eu gostava, que também gostava de mim, e não somente ela saiu com um cara umas 3 ou 4 semanas depois, como eu não podia contar pra esse meu amigo por que ele iria rir da minha cara, e depois de 1 ou 2 anos, quando eu finalmente contei sobre essa história pra ele adivinha o que aconteceu? Pois é.
Uma das piores coisas é que eu tinha um outro amigo (chamar ele de C) que também era envolvido com esse V, e que eu infelizmente descontava uma parte do estresse nele, já que não tinha outra válvula de escape pra mim. Eu óbviamente não estava certo e é uma coisa que vai me marcar (não no bom sentido) por um bom tempo, mais pra frente eu me toquei do que eu fazia depois de zoar e muito com a cara dele, chegava ao ponto em que eu não conseguia ter uma hora de paz só de lembrar do que eu tinha feito. Hoje em dia eu faço de tudo pra tentar me desculpar de alguma forma, mesmo ele falando que não se importa.
Um rápido resumão aqui por que já ta ficando muito longo, ele me apresentou um outro cara (vamos chamar de G, relaxa eu ainda vou usar esses nomes) que realmente me tratava como um ser humano e não como um senhor de engenho pra um de seus escravos. E que pra mim foi algo muito diferente, como assim alguém que tem conversa com outra pessoa e ouve ela, sem o puro objetivo de ignorar o que ela tem pra falar só pra reduzir ela e esperar um elogio??
Logo toda aquela gritaria e pressão foi demais e eu resolvi parar de jogar com eles, pois eu me sentia entediado de tudo, não somente por que jogavamos o mesmo jogo todo o dia, mas porque do que adianta fazer algo sendo que eu sempre vou ser um lixo?
Tudo isso foi exclarecido quando a gente jogava um RPG, uma exessão que eu fazia entre os jogos que nós jogavamos, pois ainda não tinha toda a graça removida 100% por causa do V. Esse RPG tinha mais outras duas pessoas que eu não conhecia muito bem, e uma delas falou brevemente sobre um RPG que o Cellbit tava fazendo. Eu na época sem mais nada pra fazer resolvi ver, e comecei a me questionar mais e mais sobre "...eu realmente tenho um amigo, ou uma pessoa que me quer morto?", eu entendi finalmente, que todas aquelas pessoas a minha volta, por mais chato que eu seja, gostavam dos meus elogios, e me elogiavam quando elas podiam, TODAS menos o V, esse ai aqueria era que eu fracassasse mais e mais só pra rir de mim.
Mesmo que ninguèm ali se importava ou me conhecia muito bem, eu sentia querido de alguma forma e quis mudar pra melhor, to tentando ao máximo fazer cada um deles uma pessoa especial e estou tentando agradecer o máximo que eu consigo.
No dia do meu aniversário, eu quis aproveitar e jogar com o G e somente o G. Um tempão depois do jogo, tipo 1 ou 2 horas, o V começou a me chingar só que dessa vez ELE era o estressado, perguntei pro G o que ouve e por que do V estar me chingando tão frenéticamente do nada, e G me explicou que era por que eu tinha jogado sozinho com G, e dai quando o G estava falando sobre isso para o V, o V questionou sobre o por que G ou eu não convidar ele e a resposta do G foi "hora, porque você é chato.", e SOMENTE ESTAS PALAVRAS foram o suficente para o V ficar de birra e tentar me confrontar. Ele falava algo como "O PoRqUE VocÊ nÃo me ConVIDa ParA aLgO Que vOCê SaBE que eu GoStO?!", eu usei o argumento de "então porque vocês não me convidam e falam em call por privado?", e ele me respondeu com um "PorQUe VoCÊ é ChaTO !".
Por mais que eu achasse errado, eu me sentia feliz por finalmente conseguir pelo menos fazer ele sentir uma pequena doze de todo o estresse que ele tacou na minhas costas por 3 anos sem erguer um dedo sequer na direção dele, mesmo eu sabendo que estava correto não quis continuar, por que era capaz de ele espalhar coisa destorcida para as outras pessoas que REALMENTE importam, então eu só falei um "desculpa", pra ele pelo menos achar que eu me sinto errado.
Eu não sei se G estava falando a verdade ou só foi uma resposta pro V calar a boca, mas se ele também acha o V chato, pode ser um passo e tanto. Eu não quero colocar niguém como o C ou as outras pessoas do nosso antigo RPG no meio dessa minha treta toda, e acabo tendo medo de estragar minhas amizades com eles por ser muito chato e não jogar praticamente nada, ou por eu dar ficar de saco cheio do V e por eles serem amigos do V por mais tempo, achar por estinto que ele é o coitadinho, pelo o que eu vi, até agora eu sou o único saco de pancada emocional dele, mas se esse cara tentar mecher com o C ou com o G eu vou defender eles com unhas e dentes, por que é o mínimo que eu posso fazer.
Eu acho que gosto de uma menina que o V, la no passado disse que eu me daria muito bem, nós nos conhecemos brevemente pelo RPG e nós nos conversamos as vezes nas raras ligações que eu faço no grupo até hoje. Tenho medo de estragar com uma futura amizade já que somos somente conhecidos ou até mesmo do karma, mesmo já tendo passado por algo mil vezes pior do que seria a resposta do mesmo.

TL;DR: Vivi com um amigo tóxico do meu lado por 3 anos que me tratava como um saco de pancadas emocional, e depois de tanto tempo eu finalmente percebo no que ele me tornou e o modo que ele me tratava, e estou tentando consertar todas as besteiras que eu fiz enquanto estou caminhando num campo minado, aonde posso perder todas as futuras amizades em potencial que tenho se fizer qualquer besteira relacionada a elas, e aonde eu não posso esperar por muito tempo pois posso perder contato.
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2020.10.16 00:53 Liderk21 Primeiro emprego

Eu sinceramente não sei muito bem por onde começar, mas cerca de um mês atrás participei de um processo seletivo para o cargo de jovem aprendiz, o qual fui selecionado, estava tudo bem até ai, eis que começa o período da entrega de documentos até o dia de hoje.
Na entrega de documentos foi tudo ok, nada parecia estar errado, mesmo já sendo bem evidente o quão desorganizada parece ser a empresa, algo que ficou extremamente evidente no dia em que fui ao escritório para assinar meu contrato, sério, não tem nada de brincadeira, me pediram para estar lá às 9h e como sempre eu tenho o hábito de chegar mais cedo fiquei lá um tempo esperando, porém chegou o horário e solicitam que eu e outros candidatos que também estavam lá para assinar o contrato aguardem no andar debaixo, e é nessa hora que vem o desagrado, foram pouco mais de *4 HORAS* até me chamarem, sim eu cheguei lá às 9h e só fui assinar meu contrato às 13h, e mesmo diante desse caos pouco me foi informado sobre data de início ou algo parecido.
Final do mês para o início de outubro, recebo um email com datas referentes ao curso de jovem aprendiz, o que afirmo ser claramente inútil e não serve para absolutamente nada, voltando ao email, nele constava que no dia 15/10 iria iniciar a capacitação semanal, o que e partes fazia sentido, visto que no dia da assinatura do contrato me foi dito que os 10 primeiros dias seriam o curso, e as datas batiam para que no dia 15 já fosse o início da ocupação presencial. Mas o ocorrido foi completamente diferente, já sem ter qualquer informação e apenas com essas datas do email fui a empresa na manhã de hoje, fiquei cerca de 40min aguardando alguém me atender, oq no final não ocorreu já que eu tive de ir atrás da pessoa responsável em outro andar, e nesse meu encontro com a responsável a única coisa que me foi dita era que eu deveria aguardar o contato da empresa.
O que pode parecer certo, entretanto, nisso cito outra questão ridícula da empresa já faz cerca de UM MÊS que a minha CARTEIRA DE TRABALHO ESTÁ EM POSSE DELES E SIMPLESMENTE NÃO HÁ UM CONTATO PARA QUE ME INFORMEM ALGUMA COISA.
É isso precisava manifestar minha indignação e ao que tudo indica que será uma péssima primeira experiência no mercado de trabalho, confesso que me segurei um pouco hoje para não olhar para a responsável e pedir minha carteira, mesmo que sem a assinatura, pois nisso acabo perdendo outras oportunidades que poderiam ser bem melhores para mim além de que provavelmente são também lugares mais organizados.
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2020.10.14 15:02 viktarionus Sugestões de novo notebook?

e aí jecas bele?
Tenho um Acer Nitro 5 com GTX 1050, i5 de oitava e 16 gb de ram.
O computador atende todas as minhas necessidades e roda a maioria dos jogos de maneira decente/boa (zerei sekiro mais de 7x com 60 fps travado no médio e o Odyssey no alto + coisas inuteis no low no 30 travado). Até agora não peguei um jogo que não rodasse nele.
Planejo só agora pegar um PS4 e irei esperar pelo menos uns 4-5 anos para pegar o 5 (só tenho interesse no Demon's Souls até agora, então estou sem pressa com essa nova geração).
Porém, quero um notebook mais forte, para ultrapassar o PS5, pelo menos. Não tenho o mínimo interesse em jogar em 4k, acima de 60 fps, ou ligar raytracing e ficar babando olhando pra sombras.
O salto para uma 1650 valeria a pena? Vi alguns vídeos e não me pareceu uma diferença tão gritante (posso estar errado, obviamente) Seria mais sensato pular para uma 2060/2070?
Alguém tem também alguma sugestão de uma note? Vi os notes da Avell, o G3, Helios e alguns outros, mas a maioria vem com a 1650.
(PS: sei que desktop sairia bem mais barato, porém fico pouco tempo em casa então preciso da mobilidade)
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2020.10.14 03:55 jogarfora1977 Não sei se meu namoro vai dar certo a longo prazo

Sou mulher e namoro a distancia com um menino, eu fui ver ele 3x já. Mas segue os pontos negativos: Ele ainda nao veio ate aqui onde eu moro. Fala que viria pra cá mas nao vejo tanta questão da parte dele. Acredito q seja pq eu falei mal dos meus pais e dos problemas q eu tenho com eles, isso sem detalhar muito. E tbm é um lugar complicado de chegar, cidade pequena etc. Tem outro porem q é da gente nao conversar o tempo todo, nao sei se acontece com mais alguem, todos os dias nós se falamos mas nao é o tempo todo e quando rola é memes ou algo não mto elaborado. Eu nao falo muito das coisas q me frustram durante o dia/desabafos pq nao sei se ele realmente se importa, ou acha chato sei la. Ele é mto inteligente mas eu nao sei conversar com ele coisas mais complexas, algumas vezes q aconteceu ate renderam discussoes desnecessarias, ele quer sempre estar correto e por cima a qualquer custo e eu me sinto mt lixo. Pra encerrar essa: ele nao faz questão de pagar as coisas q ele compra pra mim tipo saimos pra comer, se eu quiser pagar eu pago e ele nao pestaneja. Eu sempre fui de dividir tudo, mas a merda é q eu gasto bastante pra ir pra la e ele nao considera mto isso. Pontos positivos: o sexo é bom rsrs, eu to apaixonada por ele msm assim, ele me assumiu pra familia e amigos, ele mora na praia e eu amo praia. Eu moro no interior. Eu confio mto nele, na questão de fidelidade eu sei q ele tem um bom carater, q nao me trairia facil, nao me da motivos pra ter ciumes e nao tem nada a esconder.
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2020.10.14 03:08 Glenarvon Solarpunk: Resgatando a Imaginação Humana do Neoliberalismo

Na atual época de crise sistêmica e diante da completa e óbvia incapacidade do Estado Neoliberal de garantir até mesmo necessidades básicas a sua população, mais do que nunca se fazem necessárias alternativas reais de organização em todas as esferas da sociedade. Alternativas não surgem simplesmente de exercícios intelectuais abstratos, mas de participação ativa no movimento por transformação social. Os aspectos práticos e de organização para esses fins são um texto em si, mas aqui eu queria tratar de um plano que participa de forma considerável da formação de alternativas coerentes: a cultura.
Nas palavras de Paul Mason, autor do livro "Clear Bright Future", onde explora os efeitos do capitalismo neoliberal sobre a imaginação humana, o neoliberalismo, por mais de 3 décadas, defendeu a submissão da sociedade ao mercado, o caracterizando quase como uma entidade consciente e inteligente em si, e, como resultado disso, tudo passou a ser medido em relação a ele: desde a política, que passou a focar simplesmente em pequenas mudanças administrativas dentro de essencialmente a mesma visão de mundo, até a forma como os seres humanos se relacionam consigo mesmos e com o mundo ao seu redor, uma espécie de adaptação psicológica à ideologia dominante, e que com o tempo resultaria nos indivíduos tornando-se "empresários de si mesmos". A ideologia do neoliberalismo, especialmente depois dos anos 90, e especialmente nos países "desenvolvidos", era a de um suposto fim da história. A narrativa vendida se resumia em: "as coisas serão assim para sempre, só que melhores". Em 2008, o neoliberalismo entrou em crise, e os governos tomaram medidas de grandes proporções para salvar o sistema financeiro. Essas medidas então conseguiram manter a economia em um estado regular: ela não estava bem, mas também não estava se desintegrando. Mas pacotes de estímulo financeiro não podem salvar uma ideologia da ruína, e, com o tempo, o slogan neoliberal sutilmente se transformou em "as coisas serão assim para sempre, só que piores". Isso causou o que Mason chama de uma "crise do Eu neoliberal", onde uma forma de vida e uma visão de mundo que passaram 30 anos afirmando que eram as únicas possíveis se chocam com a realidade. Depois de anos e anos de submissão à lógica neoliberal, perdemos a capacidade de imaginar coletivamente formas diferentes de viver e nos organizarmos em sociedade.
O neoliberalismo, como diz David Graeber, não é só um projeto econômico. Ele também é um projeto político, que se alimenta da sentimento de derrota e desesperança coletivo. Ele normalmente não tenta se justificar defendendo ser o melhor sistema possível, mas defendendo ser o único sistema possível. Margaret Thatcher, de tanto repetir a frase "there is no alternative" ("não há alternativa"), foi apelidada de "TINA" por Noam Chomsky. O neoliberalismo inevitavelmente gera insatisfação. A estratégia dele, então, a de tentar garantir que, mesmo insatisfeitas, as pessoas não possam imaginar coletivamente alternativas a ele. Todas as medidas de austericídio neoliberal são vendidas pela mídia corporativa como "duras, mas necessárias". Essa insatisfação sem uma visão real de mudança também alimenta o apoio de políticos populistas e autoritários, que se vestem do discurso de uma "mudança" apoiada na exploração de velhos preconceitos, e que em última instância representam os interesses da mesma elite.
Dentro das diversas formas de fazer frente a essa realidade, uma delas é o movimento ainda recente do Solarpunk.
O Solarpunk é um movimento cultural nascido do cyberpunk e steampunk, que busca imaginar um futuro tecnológico sustentável baseado em energias renováveis. Ele faz direta oposição às grandes tendências de imaginação do futuro na atualidade, geralmente distópicas ou pós-apocalípticas, e busca imaginações positivas do futuro. Não da forma ingênua presente na ficção científica clássica dos anos 50 e 60, que via o progresso tecnológico como um avanço inevitável à libertação da humanidade, mas como um resgate da utopia como crítica social: o protesto contra as condições sociais atuais através da afirmação do que podem ser e dos meios de se chegar lá. A utopia Solarpunk não é simplesmente uma afirmação da capacidade de uso não-destrutivo da tecnologia, mas também, como a ecologia social de Bookchin, da simbiose entre a sociedade e a natureza, e como as relações de dominação social se refletem na destruição do meio ambiente. Assim, além de tecnologia, o Solarpunk também afirma a necessidade da completa reformulação das relações sociais em prol da criação de uma civilização ecológica. Poderíamos ver uma forma prototípica de organização no espírito do Solarpunk em Rojava e seu confederalismo democrático. Assim, ele também é um movimento de "imaginação política", tornando visíveis formas alternativas de organização social: em seu "The Cultural Origins of The French Revolution", o historiador Roger Chartier narra como os precursores culturais da Revolução Francesa, embora não tenham sido a causa direta da revolução, a tornaram "possível" por a terem tornado concebível. A imaginação radical do Solarpunk busca cumprir um papel similar.
Uma vantagem do Solarpunk é a de não ser apenas um movimento artístico, mas cultural. Ele envolve não apenas histórias de ficção científica, mas artes visuais, design, arquitetura, urbanismo. Ele envolve uma outra abordagem à tecnologia, substituindo o culto acrítico a ela e aos bilionários do "big tech" pela desobediência tecnológica, open source, open design, produção P2P, descentralização, plataformas cooperativas etc.
Mas não só de grandes projetos se faz o Solarpunk. O sufixo "punk" não está nele à toa. A atitude do "faça você mesmo" e da ação direta também é uma parte crucial do que o define. Jardinagem de guerrilha, jardins comunitários, agroecologia, produção local e soberania alimentar são tão parte do solarpunk quanto prédios com jardins verticais. Sua preocupação "localista" também se empresta a variações regionais, e por isso ele pode se relacionar com vertentes como o afrofuturismo e o nosso "amazofuturismo".
Também são importantes os meios através dos quais se pode atingir ele. O Solarpunk é necessariamente anti-capitalista, e, indo além, socialista. O eco-socialismo é a conclusão lógica de todo movimento que se levante contra as condições destrutivas da sociedade atual.
Ultimamente tiveram-se várias discussões sobre a "estética" da esquerda, e criticou-se, corretamente, o fato de grande parte dela estar presa ao passado e ao visual das vanguardas do século XX. O Solarpunk pode apresentar um caminho possível a se seguir. É um projeto pouco útil ou sequer desejável procurar uma "estética única" para a esquerda socialista, mas com certeza se precisa de um movimento para quebrar a inércia cultural do neoliberalismo. Como dito antes, o Solarpunk abrange diversos aspectos da cultura, podendo unir artistas, escritores, designers, arquitetos, artesãos, programadores e inúmeras outras ocupações, unido em seu centro por uma visão de práxis anticapitalista com uma tendência ao socialismo libertário.
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