Igreja de Deus namoro

O namoro lhe diz que você está ocupado, mas o princípio de Deus é que estamos reservados. 4 – A autoestrada do namoro e o caminho da santidade Nosso espírito é novo, mas a mente ainda não foi renovada. Por isso, não compreendemos o que diz a Palavra. O conceito de amor no mundo é o prazer, mas o de Deus é a cruz. Castidade – O Desafio de Esperar, Tempo de um Namoro Cristão. A Igreja tem sido firme em seus ensinamentos sobre castidade. Em poucas palavras, o sexo antes do casamento não é permitido, em relação ao namoro cristão. Não é porque a Igreja não deseja que as pessoas se divirtam, ou porque a Igreja é antiquada. Longe disso. NAMORO CRISTÃO: Período de amizade, conhecimento mútuo, oração e estudo da Palavra de Deus. NOIVADO CRISTÃO: Período de planejamento e preparação para o casamento, compra de móveis, arrumação da casa, etc., tudo deve ser feito com muita oração e direção na Palavra. Grupo Igreja Deus salva, mas precisa que vocês tenham fé que ele está no controle. Pode entrar quem quiser e se divertir em nosso grupo de namoro para evangélicos.Se você não é evangélico pode entrar também, mas tenha respeito pela nossa religião. Como saber se o namoro é da vontade de Deus? Há um sinal claro. Saiba qual Para quem entregou a vida para Deus, fazer a vontade dEle é a prioridade máxima, e isso em todas as áreas da vida. A pessoa sempre pensa se a escolha que está prestes A Vontade de Deus. Poucas passagens nos dizem diretamente qual é a vontade de Deus, mas uma delas é exatamente a que trata de pureza sexual. Não importa a sua idade e o seu passado, Deus quer que você seja como Ele é: puro. “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o ... Deus não diz nada sobre 'namoro' na Bíblia, mas fala muito sobre relacionamentos e como as pessoas devem se comportar antes do casamento.. A Bíblia não fala nada sobre namoro por uma razão muito simples: o 'namoro' é um conceito muito recente, e não existia na forma como conhecemos hoje quando a Bíblia foi escrita. Na Bíblia vemos que as pessoas entram em uma dessas categorias: amigos ... Infelizmente, muitas jovens começam a namorar e deixam de participar da vida paroquial, às vezes, continuam somente indo à Missa no início, mas depois abandonam de vez a Igreja…e Deus. Então, ficam sem forças para viver a castidade e acabam sendo conduzidos pela mentalidade do mundo, empurrados para uma vida sexual ativa antecipada, na ... Deus deve ser glorificado no namoro do cristão, apenas pelo fato de que todas as outras coisas devem ser realizadas para a honra d’ Ele. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10:31). Casados, Noivos, Líderes de Ministério de Casais, Pastores, Missionários e Membros de Igreja. Course Content (100% digital) 01. Deus, Namoro, Casamento e Sexo. Teologia do Sexo. A Arte da Escolha. A Teologia das Relações. ... You'll receive access to Deus, Namoro, Casamento e Sexo by email. It may be an online course, an eBook, a series of ...

Serei o babaca por cortar relações com o meu pai?

2020.08.08 08:17 Peixefaca Serei o babaca por cortar relações com o meu pai?

Irei começar desde o início, ou seja, desde a infância do meu pai para contar as coisas por ordem cronológica e também contar os dois lados.
O meu pai foi o último de 6 irmãos, isto nos anos 70 que em Portugal foi durante a ditadura. A vida nunca foi muito fácil para a família. No aniversário do meu avô, ele tinha ido ao centro da cidade para comprar bilhetes da seleção de futebol da localidade... o meu avô foi de bicicleta e um bêbado a conduzir, atropelou-o e o meu avô faleceu. O meu pai tinha somente 3 anos, uma mulher com 6 filhos para cuidar sozinha nos anos 70. O meu pai nunca teve um pai propriamente dito porém o meu tio mais velho foi a figura paternal do meu pai e da família, era ele que trabalhava para sustentar a casa, era ele que batia nos meus outros tios quando eram apanhados a fumar e etc. Quando o meu pai tinha 14 anos, o meu tio (com 23, creio) suicidou-se de uma linha de comboio/trem. O meu pai nunca teve uma figura paternal desde então. Depois disso, vários dos meus tios, sem supervisão parental, começaram a consumir drogas e isso inclui o meu pai que aos 14 também, largou os estudos para ir trabalhar. Passaram-se alguns anos e ele mudou o rumo. Largou as drogas, andou numa clínica de reabilitação e arranjou um emprego, nuns anos avante, ele conheceu a minha mãe e aqui estou eu.
Agora que apresentei a história dele, passemos à minha. O meu pai sempre foi bastante ausente, quando eu era criança ele chegava sempre cansado e mal estávamos tempo juntos, ele gritava quando eu cobrava a atenção dele e nunca tivemos uma ligação forte, dado que ele não prestava o mínimo de atenção à família porque achava que sustentar financeiramente era o suficiente. Com os meus 6 anos, o meu irmão nasceu e o meu pai ausentou da mesma maneira. Passou-se um ano e os meus pais separaram-se, a minha mãe foi muito forte porque o meu pai virou grande parte do círculo social dela contra ela, e ainda tinha que sustentar dois filhos! Passaram-se 3 anos e eles resolveram os desentendimentos e juntaram-se. Vale realçar que esses 3 anos eu senti-me livre de medo, o meu pai sempre gritava e intimidava. A minha irmã nasceu e o meu pai não aprendeu nada... Agora, irei realçar pontos importantes para prosseguir a história: o meu pai sempre me deu uma educação machista: mulheres não podem usar roupa curta, gays são doentes e Deus é tudo, obrigava-me a ir na igreja e diminuia-me à frente da família e amigos. O meu pai normaliza bastante assédio, pratica-o e deixei de sair com ele porque não queria ser visto como igual. Por grande parte da minha vida eu fui homofobico e machista, eu fazia "piadas" com meninas que as deixavam mal, até hoje culpo o meu pai, pois eu era uma criança na altura. Por causa dessa inferiorização, virei uma criança tímida e cheia de medo dd ser julgado, atualmente ainda me causa alguns transtornos mentais. Aos meus 14 anos, fui diagnosticado com cancro (linfoma) no último estágio com metástases nos ossos e a se iniciarem nos pulmões. Foram meses muito duros, tive que ficar fechado em casa por 6 meses (é pessoal, essa quarentena é meio leve pra mim) porque eu tinha a imunidade super baixa; na altura eu não tinha nada com que me entreter e queria jogar com amigos meus, achei boa ideia conversar com os meus pais em comprar um pc gamer, a minha mãe hesitou mas o meu pai começou a gritar e chamar-me de ingrato, levantou-me mão e empurrou-me pra trás. Não basta dizer que passei o resto da quimioterapia isolado, né? Depois disso este tipo de discussões foi mais habitual porque desde aí que comecei a me revoltar. Depois dos tratamentos terminarem (sim pessoal, até hoje estou bem :3) decidi dar um novo rumo à minha vida, nos estudos e etc. Mas ele provocava-me sempre e ele tentava me bater. Houve uma vez que a minha mãe se colocou na frente para não me bater e ele complementa empurrou-a. Desde aí decidi não usar mais o nome do meu pai na identificação, só o da minha mãe. Há um tempo considerável que conheci uma menina incrível, começámos a namorar e escondi por bastante tempo por causa da minha família porque eu tinha a certeza que o meu pai iria usar o namoro para me atacar. O inevitável aconteceu, ele soube e veio dar uma de "pai" a dar conselhos de namoro como: "nunca a deixes ter poder", "tu és o dono da relação ", "não deves te importar como ela se sente, pois ela vai te usar". Mais tarde, numa discussão que já nos é habitual, ele disse "vou destruir o teu namoro", "nem sei como ela namora contigo". É por este tipo de coisas que ocultei o namoro. No meu aniversário, a minha namorada deu-me um livro personalizado com todas as nossas memórias, foi bastante caro (amor, se estiveres a ver isto, peço desculpa por ter visto o preço <3). O meu irmão estava a bater na minha irmã enquanto ela chorava baba e ranho, o meu pai ficou no sofá a ouvir aquilo sem fazer nada (a minha mãe tinha saído). Fui lá e comecei a discutir com o meu irmão, ele foi buscar o livro que o meu amor me deu e rasgou-o. Aquilo destroçou-me. O meu pai chegou e começou a rir, colocou as culpas em mim e falei na cara que era um pai de merda, que mais valia eu não ter nascido dele e que por mim ele iria embora. O prólogo não interessa, foi o habitual. Planeio cortar relações com ele quando eu fizer os 18.
Na minha opinião não o consigo culpar, pois ele não teve educação mas não sou obrigado a ter a vida destruída por causa dele. Serei um babaca por cortar relações com ele?
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2020.08.05 23:22 Jubbbsss COMO COMECEI A NAMORAR A NAMORADA DO MEU EX FICANTE

Olá gente, Luba, gatos, Fodrigo Raro, Matheus e etc. Essa história é um pouco loga, mas sempre que conto pra alguém eles acham daora, então aí vai. Então, vim aqui contar pra vocês a história de como comecei a namorar a namorada do meu ex ficante. A três anos atrás, comecei a conversar com um menino, vamos supor que o nome dele é Fábio, papo vai, papo vem, marcamos de nós encontrar. Minha amiga conhecia ele (Eles frequentavam a mesma igreja) e quando falei pra ela que estava conversando com ele, ela me disse que ele namorava tinha uns três anos. Aí tá. Ele não comentou nada comigo, então deixei para ver quando ele ia me contar. ( Aé, observação: Ele não postava foto com a namorada, e os comentários das postagens dele sempre estavam desativados. ) A gente marcou de se ver, em um shopping aqui da cidade, assim que vi ele, olhei direto para a mão, sem aliança, okay, vai que ele terminou? A gente ficou conversando, mas não rolou nada demais, até por que ainda estávamos "nos conhecendo melhor". No dia seguinte, quando acordei, ele tinha me mandado mensagem, falando que tinha gostado muito da noite e tudo mais. Falei que gostei também, e ele sugeriu que a gente se encontrasse de novo. Até aí tudo bem, talvez ele só quisesse amizade né? E foi isso por uns dois ou três meses. Quando marcamos de nós encontrar, éramos praticamente melhores amigos, até que na metade do rolê ele me beijou, e a gente acabou ficando. ( Ele nunca disse que namorava, e minha amiga disse que os dois provavelmente tinham terminado, até por que a mina tinha apagado todas as fotos com ele) No dia seguinte, o marmanjo me manda mensagem falando que namorava, mas que não estava arrependido do que a gente fez ???? Ele me explicou o que estava acontecendo, disse que sua namorada estava agindo muito estranho, e suspeitava de que ela estava traindo ele. Por isso estava meio foda-se pra tudo ( Uau, não conversar com minha namorada, deixar o clima estranho e trair ela? Já quero ir, super beijo do Fábio, Muah! 😘) ( Por que afinal, era só um namoro de 3 anos né? Tá, vou parar de colocar parênteses toda hora.) E o acontecido acabou se repetindo 👉🏻👈🏻. Até que a gente decidiu parar com isso, em respeito a mina né. E viramos apenas amigos, sem mais nada. Aí, ele teve a cara de pau, de virar para mim e falar, "e se eu te apresentar a ela?" E eu disse: Ah por que não? E foi então que descobri que ela morava uma rua atrás da minha??? Ele foi pra casa dela, chamou ela e foram os dois pra minha casa, pra gente andar um pouco pelo bairro. E mano, que climão, eu não sabia o que falar. Até que uns dias depois daquela tragédia. Ela me mandou uma mensagem no Insta, mó aleatório. Me falando que ela já sabia de tudo, que o Fábio tinha contado pra ela. E que eles tinham terminado. E eu fiquei sem reação tá ligado. A mina morava na rua ao lado, ela sabia onde era minha casa, vai que a doida tenta fazer alguma coisa comigo. Ela falou que tava de boa, que na época ela tinha traído ele também (E minha única reação foi: Aonde eu me meti???). Ela disse que queria se encontrar comigo, pra gente conversar, ela me jurou que tava tudo bem, e eu, mó troxa, fui né. A gente marcou de ir em uma sorveteria aqui no nosso bairro, falei que eu podia passar na casa dela e a gente ia junto, mas ela me disse que não estava em casa, que estava na casa da tia, e que ia direto de lá. Tá, quando cheguei lá ela ainda não tinha aparecido, esperei por uns 10 minutos até que ela apareceu, fui cumprimentar e ela já foi loga me abraçando e me dando um beijo na bochecha, e eu fiquei como??? Papo vai, papo vem, ela me conta que na verdade, vem tentando arrumar pretexto pra terminar com o Fábio a muito tempo, só que ela nunca arrumava nada bom o suficiente, e que essa história foi o pretexto perfeito, ela disse que ele queria continuar com ela de qualquer maneira, e que até traição ele já tinha perdoado. (Gado demais) Ela me falou que só tinha ao que agradecer, e que ajudei ela pra caramba, aí fiquei curiosa, e perguntei, "mas por que tu tava querendo terminar com ele?" "Ah, ele era legal sabe, mas chega um momento que cansa, já tinha mais de três anos que estávamos juntos, eu gosto dele, mas não da mesma maneira que gostava a um tempo atrás, e não queria prender o menino, e tem outra coisa..." Aí que pensei, puts, ela tá com outro. E ela solta a bomba: "E estou tentando me assumir..." E eu lerda, "Se assumir?" "É que sou lésbica, mas minha minha família é homofóbica e tals, então né..." E depois daquele dia, conversávamos direto, até que ela me pediu em namoro, já tem uns dois anos que estamos juntas. E o Fábio, bom.. quando assumi meu namoro com a menina ele começou a me mandar umas mensagens meio escrotas e eu bloqueei ele, e desde então, nunca mais vi, graças a Deus. É isso aí, beijinhos de luz 🧚✨
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2020.07.27 03:57 cadelinha_auau sou babaca por não confiar em meus pais?

olá luba, gatos, papelões, editores, gatas e turma que estar a veleouvir, hoje vim contar uma história que ta acontecendo atualmente na minha vida (quando tiver atualizações vou contar aqui) e vocês vão julgar se fui babaca ou não. vamos lá.
bom, vou primeiro apresentar os personagens principais dessa história:
eu, 13 anos; meu irmão, 19 anos; minha irmã, 17 anos; meu pai, 41 anos; minha mãe, 37 anos.
outra coisa: tenho depressão e ansiedade, além de crises existênciais frequentes e a constante sensação de estar sendo observada, também tenho paranóias e visões de sombras e pessoas que nunca estão lá.
um pouco de contexto, para vocês não se perderem:
meu irmão é fruto de um outro relacionamento da minha mãe de antes do namoro e casamento dela com meu pai, já minha irmã é a mesma coisa, só que ela é filha do meu pai, e eu sou a única filha que tem o sangue dos dois. Minha irmã cresceu com a avó dela, separada da gente e tendo uma vida boa e mais calma, mas sempre se preocupando com o meu irmão e comigo. Meu pai é padrasto do meu irmão, e por causa disso, meu irmão sempre foi tratado como LIXO pelo meu pai por não ser filho dele, já comigo é um pouco diferente mas ainda assim sou também tratada como um NADA por ele. Meu irmão é abertamente gay e eu sou assexual, mas sou assumida apenas para meus irmãos e para a minha mãe (explicarei em breve), e minha irmã é a única hétero entre nós, mas ela é quem mais nos apoia e quem mais nos ajuda com tudo.
a história começa agora.
bom, eu nasci numa cidade pequena e ano passado fui obrigada a sair da melhor escola que tem por lá (que ia me mandar já preparada para o enem e a faculdade), mas meu irmão ficou por lá por mais 3 meses por conta dos estudos, já que ele não podia sair do colégio dele aquela altura (ele estudava em colégio federal). Meu irmão reprovou de período e foi ai que a merda toda estorou, meus pais obrigaram ele a ir morar com a gente e culpavam meu irmão pela reprovação já que na mente deles o meu irmão levou o colégio com a barriga. Até ai nada tava tão ruim assim, até que outra merda aconteceu: a mãe do melhor amigo do meu irmão descobriu que ele é gay e espalhou para TODO MUNDO (minhas tias, pessoal da igreja e para os clientes do salão dela), por conta desse descuido ele teve que assumir forçadamente para a minha mãe por whatsapp, pedindo para ela não contar pro meu pai já que o meu pai é crente, bolsominion e conservador. Sabe o que ela fez? Isso mesmo, ELA CONTOU! Meu pai disse que aceitava ele dizendo que "era o filho dele", o que já me pareceu suspeito desde o começo, até que descubro o seguinte: minha mãe disse que se meu pai não o aceitasse, ela iria embora. Sim, ele só disse aquilo pq não queria que ela fosse embora de casa. Alguns meses se passaram, a pandemia começou e nós adotamos um cachorro, ele atualmente tem 9 meses e vai fazer 10 em breve, mas nós nos mudamos para outra casa faz uns 3 meses e ele tinha 5 meses na época. O cachorro é filhote e a casa era nova, então ele acabou fazendo xixi dentro de casa, o que fez meu pai descontar TODO O ESTRESSE DELE EM UM CACHORRO, fazendo um mega estalo ao bater nele com o chinelo que fez o cachorro chorar e até eu que estava de fone e vendo vídeo conseguir ouvir. Meu pai ia bater no cachorro de novo, mas meu irmão pegou o cachorro no colo e defendeu ele, o que fez meu pai ficar muito puto e querer por meu irmão pra fora de casa (sim, ele assumiu 3 meses depois disso que queria por meu irmão para fora de casa). Os meses passaram, meu irmão teve uma discussão com minha avó que chegou nos ouvidos da melhor amiga da minha avó, o que fez quando meu irmão lá na casa dessa melhor amiga (a filha dela e meu irmão são praticamente irmãos) ser EXPULSO da casa dela apenas por ele ser gay. Vou pular mais um pouco no tempo e agora vamos à umas semanas atrás, quando adotamos a nossa nova cachorrinha (que enquanto escrevo, está dormindo em cima da mim), e estava tudo indo bem. Estava tendo um almoço aqui no quintal junto dos vizinhos (só para explicar, nós moramos de aluguel na casa de cima desses vizinhos, o que faz nós compartilharmos o quintal e o que fez meus pais criarem uma amizade com eles e o meu irmão uma relação de mãe e filho com a vizinha.) e eu estava em casa, já que eu não estava me sentindo bem e, por não estar me sentindo bem, acabei dormindo para ver se a dor passava, mas eu não sabia o que tinha acontecido naquela manhã, já que eu estava dormindo também (se não me engano eu acordei lá pelas 11hrs e fui dormir por causa da dor lá pelas 15hrs). Meu pai chamou meu irmão para conversar, o que deixou meu irmão surpreso e desconfiado. Eles começaram a conversar e meu pai começou a jogar muitas coisas na cara dele, o que fez meu irmão falar coisas que meus pais não queriam ouvir, deixando meu pai mais puto e minha mãe chorosa, a discussão continou e eles só pararam pq minha mãe já estava chorando e pediu para eles pararem, se não eles já teriam se batido e meu pai teria expulsado meu irmão de casa. Meu pai e meu irmão nem se falam mais desde que isso aconteceu. Chegando no final de junho/começo de julho, eu desabafei com a minha irmã sobre tudo o que tinha acontecido e contei que eles estavam falando muito mal dela e da avó dela para os vizinhos, contando mentiras e fazendo a avó da minha irmã ser a vilã. O que eles falaram e o pq? Vou explicar agora:
meus pais tinham pego meu celular e me deixado de castigo após eu não ter feito o hamburguer do meu pai (eu tinha feito dois para mim e dois para meu irmão, além de que eu estava quase caindo de sono na hora), e por isso tudo o que eu sentia eu escrevia em meu caderninho particular, e não sei se foi a vizinha ou se eles leram esse caderno, mas chegou no ouvido deles de que eu não confiava mais neles e que meus pais eram meus irmãos (o que eles são, já que eles cuidam mais de mim e me tratam melhor do que meus próprios pais), e por causa disso eles disseram que a culpa de minha irmã ser tão "mal-educada, arrogante e desviada da igreja" é culpa da avó dela, pq meu pai lutou pela guarda da minha irmã (graças a deus não conseguiu) e por causa da avó dela a minha irmã não foi criada com a gente, já que na fanfic que eles criaram na mente deles a avó dela """fez a mente""" da minha irmã, sendo que por conta do meu pai a minha irmã quando criança teve crises de ansiedade por causa da presença dele e por ser forçada a ir pra casa dele todo fim de semana. Antes de eu contar tudo para a minha irmã, vem a outra parte da história.
lembra que eu disse que estava sem celular? Meus pais disseram que eu só teria de novo se eu tirasse a senha ou se eu falasse a senha para eles e se eu desinstalasse TODAS as minhas redes sociais (fazendo uma tremenda invasão de privacidade apenas para poder me controlar da forma que eles quiserem), e por conta disso eu tive que assumi para a minha mãe a minha sexualidade e o meu namoro de 2 meses com a minha atual namorada (a gente vai fazer 3 meses agora em agosto 😇💕), o que fez ela me prometer confiar nela e contar tudo pra ela (oq eu obviamente n to fazendo), além de me proibir de assistir o SEU canal e do maicon (n assisto o orochi pq tenho preguiça e óbvio q eu n parei, eu ein, é a única forma q eu tenho de rir). Dei a senha e coloquei senha na conversa dos meus irmãos já q eu tenho o whatsapp mod. Falei absolutamente tudo o que aconteceu para a minha irmã, o que fez ela chamar meu pai para conversar e a minha mãe vir descontar a raiva dela em mim por eu ter falado que falaram mal dela e da avó dela para ela.
desde então, meus pais estão numa enorme briga contra eu e meus irmãos enquanto os vizinhos passam pano pra eles e dizem que "eLeS sÃo PaIs E sAbEm O mElHoR" e que "mEu PaI eRa AsSiM e Eu AmAvA eLe MeSmO aSsIm", querendo passar pano e comparar duas situações totalmente diferentes. Um adendo: os vizinhos são crentes. Minha mãe diz que é tudo um plano meu e dos meus irmãos para acabar com o casamento dela (um tapa no quengo dessa crente fanfiqueira) e meu pai vive me tratando mal.
vou contar o que aconteceu desde quinta-feira (23/07) até o momento atual (domingo, 26/07).
dia 23 foi aniversário do meu pai e nós fomos no centro comprar coisas para a festinha que aconteceu aqui no quintal de casa. Meu irmão acordou cedo e deu parabéns para o meu pai, que retribui com uma cara de nojo e nem um obrigado disse. Já eu, dei o parabéns a noite, já que quando acordei meu pai tinha ido trabalhar e quando voltei do centro eu dormi pq tava mt cansada (a gente andou o centro todo), e só vi meu pai a noite quando ele chegou do mercado. Ele me retribuiu com um "achei que não fosse acordar nunca" e minha mãe mandou a seguinte pérola: "você não era assim".
aliás, pulei uma parte que vai deixar você muito puto: o dia em que a minha mãe virou atriz.
meus pais estavam na casa da minha avó (que mora longe) à trabalho e eu fiquei em casa com o meu irmão (que foi muito bom). Era de madrugada, quase duas da manhã, meu irmão tinha dormido e eu tava acordada lendo, até que recebo mensagem da minha mãe dizendo que não consegue dormir. O motivo? Pq eu disse que não confio nela. nós duas tivemos uma conversa bem longa e eu disse que não confiava nela pq ela não confiava em mim, mas ela disse que confiava sim. Se lembra de quando eu estava sem celular? Eu perguntei no dia q eles pegaram meu celular o pq e ela disse exatamente assim: eu não confio em você. Sim, ela mentiu pra mim.
atualmente a história não tem desfecho, mas meu irmão deve sair de casa até o ano que vem e eu devo ir morar com a minha irmã até o ano que vem também. Me respondam, eu sou babaca por não confiar em meus pais?
me desculpem pelo textão gente.
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2020.06.28 12:39 NayhAlmeida Sou babaca por não contar para minha família que estou a um ano morando fora do Brasil?

Olá galera, criei essa conta só para contar essa história. Desculpe os erros de português,estou muito nervosa e me sinto muito estranha contando isso.
Me chamo Nay, mas vou preservar minha família dessa exposição então não usarei os nomes deles. Nasci de uma gravidez indesejada, não convivo com meu pai e minha mãe me deixou com minha avó para viver com meu padrasto, pois na época ele exigiu que eu não existisse entre os dois, então eu morava com minha avó, meu avô, meu bisavô João e meu tio. Minha família é muito conservadora, é de interior de Minas e é muito fervorosa religiosamente, com isso eles sentiram muita raiva da minha mãe com isso tudo, na época meu tio tinha 15 anos e era o prodígio da família, pois iria ser padre, e meus avós faziam de tudo por ele até eu nascer e tomar toda essa atenção e cuidados, meu tio ficou muito irritado alguns primos falam que ele falava que eu estava dormindo quando pequena só para que as amigas da minha avó não fosse me visitar, o tempo passa eu já com 12 anos e meu tio foi "rejeitado" na escola dominical com decidiu fazer faculdade, mas meu bisavô decidiu em vez de ajudar ele nos custos e essas coisas, que teria prometido antes, ele me colocou em um Colégio particular bom da minha cidade, pagar cursos de pintura (que amo) e essas coisas, meu tio ficou com muita raiva de mim e quando todos não viam ele me batia e fazia com que tudo de errado da casa caísse sobre mim, exemplo quem quebrou isso? Deve ter sido a Nay, minha avó não gostava das minhas atitudes já que eu não ia a igreja com ela, detestava rezar o terço e isso piorava com o que meu tio fazia, meu bisavô morreu quando tinha 12 anos e então esse ano foi péssimo entrei em depressão, todos me acusavam de não dar valor o que meu bisavô fazia, por conta de não ir com ele na igreja, enfim repeti na escola por faltar, pois nem a aula queria ir emagreci, tentei coisas contra minha vida, mas minha avó achava isso frescura de adolescente querendo aparecer. Daí pra frente minha vida foi um inferno, comecei a trabalhar em um emprego de meio expediente depois das aulas, minha avó começou a exigir que eu pagasse contas da casa para ajudar, mas com tempo ela começou a exigir que eu pagasse a estadia, que se eu morasse ou estivesse em hotéis eu estaria pagando mais. Então eu pagava tudo com contas equivalentes que minha avo fazia, tipo conta 300 dividia por moradores e eu pagava minha parte.
Nota: ate meus 15 anos.
A mãe de uma amiga minha ficou mal com aquela situação que eu passava e perguntou se eu queria morar com ela em Belo Horizonte, juntei meu dinheiro e fui, minha família deu graças por não ter esse peso, meu tio na época morava sozinho com seu amigo no rio de janeiro já estava formado na faculdade e trabalhava lá.
Passada uma semana que estava em BH fiquei sabendo que a cidade toda estava de fofocas, principalmente nos eventos da igreja que minha avó ajudava, sobre minha família ter me "expulsado de casa", pois era assim que eles pensavam, fofoca ne, então minha avó começou a me ligar pedindo pra que voltasse que tudo iria mudar, mas eu já estava bem, trabalhava meio período, estudava e adorava ter paz quando chegasse em casa, minha avó começou a me chantagear falando que se eu não voltasse ela iria morrer e dramas dessa forma, que estava mal por não estar comigo. Então numa tentativa desesperada minha avó fingiu estar mal e pediu o médico que a internasse no hospital para fazer exames, já que ela estava muito mal, sim na minha cidade alguns médicos fazem TUDO que você pede se pagar. Então nessa hora meu tio me liga dizendo que se eu matasse minha avó ele iria ate no inferno me buscar, fez um escândalo com a mãe da minha amiga dizendo que eu fugi de casa, publicou isso em todas as redes sociais com minha foto, falando que eu era a pior pessoa do mundo pra minha família que minha avó estava doente por conta minha, detalhe que naquela época eu tinha no meu Facebook meu chefe e amigas de trabalho, então fui demitida em uma conversa estranha sobre eu ser uma pessoa melhor e voltar pra minha família, chorei muito e voltei. Quando cheguei minha avó estava em casa com a cara mais plena do mundo, falou que não sabia que meu tio fez aquilo, que ela não pediu isso e que ela nem estava tão mal assim, que não tinha culpa e eu voltei por quis, dai pra frente no natal e reuniões de família eu evitava meu tio, minha avó vê meu tio como o menino de ouro dela que nunca a decepcionou então para ela meu tio fez certo. Dai até os meus 18 anos trabalhei e estudei, pagava a minha moradia e não tinha amigos, pois para minha avó ninguém tem amigos e que amigo é só Deus, que todos me invejavam e essas coisas então minha avó arruinava minhas amizades falando e fazendo coisas e depois fingindo que não fez. Chamava minhas amigas de vagabundas quando eu não estava em casa para não me chamarem que eu não ia sair com aquele tipo de gente.
Então com 18 anos conheci meu ex ele morava em outra cidade no caso uma cidade universitária, ele estudava lá, mas ele nasceu na mesma cidade que eu então a gente se conheceu por isso, expliquei para ele como era minha família porque sei que não é fácil pensar isso deles já que são muito ligados a igreja e a família dele também, vou pular uma parte longa do começo do nosso namoro até ele descobrir os podres da minha avó pois não é o foco, enfim eu fui fazer faculdade na mesma cidade que ele, consegui auxilio alimentação da universidade e moradia então morava no campus e comia lá, era bem puxado pois fazia matemática e dividia quarto com mais 3 pessoas que nem conhecia, mas era necessário eu queria ter paz na vida, eu não entrei na faculdade por querer algo como me qualificar eu só queria sair de casa, minha família ficou orgulhosa por vários motivos, primeiro que meu ex era de "boa família", segundo que eu estava fazendo faculdade federal e então estava tudo ótimo para eles certo? Errado eles me cobravam constantemente pra terminar meu curso, quem é de exatas entende o quão tenso é você decorar 1 milhão de fórmulas e na hora da prova não saber qual é a primeira que irá usar e o branco vir, então no começo a adaptação é tensa, cobrava que eu casasse com meu ex no caso já estavamos com 2 anos de namoro e morávamos juntos nessa época, mas como disse eu e ele não ligavamos pra eles, eles me mandavam dinheiro através da conta do meu ex para que eu possa comer algo, era bem pouco mas ajudava sim não posso negar, pois comprava pão e leite, eu já ia para casa só nas férias e minha família continuava querer cobrar minha estadia quando ia, exemplo: você ficou 10 dias, então com a luz, água e x o valor fica xx, eu achava isso um absurdo, pois eu ia só para visitar minha família (obs.: minha mãe separou do meu padrasto e teve minha irmã com isso as duas foram morar com meus avós, então eu ia para ver ela) Mas com o tempo passei a ir só no natal e voltava antes do ano novo, então não dava tempo de se meterem na minha vida, o tempo passou e meu namoro já tinha virado mais amizade que amor, então decidimos separar, mas não falamos para minha família logo, ja que na visão da minha avó eu não consigo me virar sozinha sem meu ex, e nenhum homem será bom que nem ele, então mantivemos essa mentira por um tempo e quando contei minha família achou que seria uma fase e que a gente voltaria logo, sendo que já tínhamos superado e já tínhamos ficado com outras pessoas, passa o tempo e em 2019 decidi que iria viajar, queria a muito tempo, mas meu ex não programava falava sempre um dia e um dia, mas acabava que nunca chegava esse dia, então decidi mesmo que minha família brigue por viajar sozinha eu iria, tinha juntando dinheiro e queria viajar para fora do Brasil. Em outubro de 2019 eu conheci meu atual pelas redes socias, iria viajar no ano novo decidi que seria para Portugal e então comecei a olhar as coisas do país, onde ficar e com isso acabei falando com ele, ficamos íntimos muito rápido e na primeira semana falávamos de tudo um com outro, conversa vai e vem e eu decidi que iríamos nos ver assim que eu chegasse. Mas com o tempo essa paixonite ficou mais séria e eu e ele só pensavamos o que fazer quando eu voltasse pro Brasil e ficasse longe, porque pra mim uma viagem dessa seria de 5 em 5 anos, e ele é militar acaba que não tem tempo também para viajar, então decidimos com ele que eu iria ficar lá com ele (não foi assim do nada foi pensado e seria um teste se desse errado eu voltava), mas sim faltava 3 meses para isso, então eu arrumei as coisas, resolvi questões já que morava sozinha então tinha coisas a fazer e resolvi que faltando 1 semana pra ir eu iria para minha cidade falar com minha família sobre isso, pois não daria tempo deles tentarem arruinar esse meu desejo e eu queria que fosse algo leve que eu explicasse que eu teria dinheiro e se eu quisesse voltar eu voltava, mas quando cheguei em casa a minha avó mandou eu fazer comida, pois não tinha comida para mim lá e que eu podia fazer mas reclamou e reclamou que eu não estava com meu ex e falava pra eu dar orgulho para ela, eu travei e não consegui falar, enfim viajei, pedi conselhos ao meu ex, pois ele mais que nunca sabia como era isso tudo e ele disse que assim que eu arrumasse emprego em Portugal, mostrasse que estava aqui, explicava tudo e falava que estava bem e trabalhando e no caso até poderia mandar dinheiro pra ajudar eles (algo que eles iriam ficar "orgulhosos"). Mas o destino meus amigos, o coronga entrou em ação quase 1 mês depois que estava aqui e ficou impossível de conseguir emprego, minha avó começou a não gostar deu estar sozinha no Brasil e então comecei a mentir falando que estava com amigas e que estava bem, meu tio começou a jogar umas indiretas sobre eu não estar em casa já que eu não fazia mais vídeos chamadas com minha avó, e minha avó falava em voltar sempre com meu ex, eu não consegui falar, pensei que conseguiria ficar com visto de trabalho e que com isso eles não poderiam sei la fazer algo para que eu voltasse para o Brasil, fora que meus sogros já acham estranho essa história de se conhecer pela internet do meu namorado e eu, então pensava que meu tio poderia achar nas minhas redes sócias meu sogro e inventar coisas e piorar meu relacionamento com eles, eu sou extremamente feliz com meu namorado, não sinto o peso da família sobre isso, podemos fazer o que quiser, voltei com meus cachos coisa que minha família detestava e nunca deixava que eu voltasse, ele me apoia e sinto que foi a melhor coisa que fiz é ter dado essa chance pra nós dois. Minha avó detestou que voltasse que os meu cachos mas meu namorado me apoio muito nisso. Minha avó gravou um áudio chorando falando que estraguei meu cabelo que minha mãe e ela viram meu cabelo na foto de perfil do whats que a mesma daqui e que estou péssima devo estar louca terminei meu namoro e agora isso que só faço desgosto e coisas do tipo, respondi com: eu estou linda me amo assim lide com isso. Minha avó de vez em quando manda dinheiro pra mim como presente, ja disse que não preciso, pois vejo que assim ela acha que eu tenho obrigações com ela, mas ela mansa pois sabe minha conta do banco e sempre me convence fala do a compra uma blusinha pra você e talz foi fulana que mandou (no caso fala que o dinheiro é presente de primos, madrinhas meu avô). Em Dezembro desse ano ira fazer um ano que vou estar aqui, pensei que em novembro poderia falar com minha família que iria viajar em Dezembro e fingir que esse meu 1 ano não existiu já que quase não fiz nada aqui por conta do coronga e até lá eu iria tentar me regularizar no país, então não teria a possibilidade deles fazerem algo contra, ao mesmo tempo tenho vontade de falar que já estou aqui quando eles me ligam e tirar esse peso, mas sei que as consequências podem ser muito piores e já que eu aguentei ate agora eu aguento até dezembro. Minha avo me liga regulamente e não sabe do meu atual relacionamento fico mal, mesmo sabendo que se eu apresentar meu atual ela não ira gostar dele da mesma forma que meu ex, por conta dela exigir essa coisa de boa família, eu queria que ela visse o quanto ele me faz bem e como sou muito mais muito feliz com ele.
Eae gente sou babaca de não falar que estou aqui em Portugal para minha avó e família?
Ps.: é irrelevante, mas meu tio é gay, esse amigo dele é marido dele, ele "esconde" isso da minha família, eles tem casa juntos, compraram carro juntos, tem dois dogs juntos, mas contam para todos que são amigos,quando outros familiares falam que acham isso estranho minha avó e minha mãe, ameaçam todos falando que é difamação e que eles vão ter que provar judicialmente. Para minha família isso seria algo horrível, não gosto do meu tio acho ele falso e dissimulado, mas fico mal por minha avó não aceitar ele e mesmo eu sendo heterossexual tenho amigos gays, bi etc... e minha avó não aceita o fato de ter "colegas" (já que pra ela não tenho amigas) bi e lésbicas, pois vão pensar mal de mim e elas só querem me levar para esse caminho do mal.
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2020.06.20 13:01 kamapu98 Não sei oq ser da vida , um desabafo sobre algumas coisas da minha vida

Eu literalmente não sei oq ser da vida! Curso direito e acho uma grande grande grande grande grande merda ( desculpas para os q gostam ). Enfim, eu não aguento mais ver aula online e fingir gostar da interação, era pior ainda antes de toda essa pandemia chegar na minha vida ( de todos né ) pq tinha que ir na faculdade e lá pqp cheio de playboy idiota e patty sertanejo do hb20 branco que gosta de aparecer e que te acha estranho por não querer socializar com eles. Mano namoral eu to só o ódio, minha família só tem bolsominion retardado e minha tia que mora comigo fica saindo de casa pra socializar com a célula da igreja evangélica dela ... sendo que tem minha avó que é obesa, diabética e hipertensa ... se ela pegar isso é bye bye e pqp minha tia uma imbecil me irrita pra krlh essa mulher não aprende sabe. Em 2018, eu bati no meu ex padrasto que é Policial ( porco fardado cof cof ) pq ele é extremamente abusivo com minha mãe, traía ela e isso foi no dia do meu aniversário. ( eu sei que eu errei batendo nele, fui pedi desculpas aí ele devolveu kkkkk aí o pau torou dnv) resumindo: esse cara é um porco fardado, policial corrupto de merda e eu sei de várias merdas que ele já fez pq minha mãe já me falou, ( tipo merda pesada, morte 💀 ) graças a Deus eu treino bjj e consegui não me sair mal na porrada, espero que ele morra namoral cara nojento traiu minha mãe até pela webcam... enfim, eu odeio minha faculdade, mas vou terminar pq só falta 1 ano, odeio esse meu ex padrasto ser humano nojento sujo faz de tudo pra ter oq quer ( sem falar um dia que eu peguei um atalho por uma quebrada pra ir pra facul e eu tava de carro, aí logo na entrada do beco tinha umas pedras, e quando eu fui entrando percebi uma viatura me seguindo com sirene desligada só na mutuca esperando eu entrar lá, mano se eu entro lá já era tlg era um baculejo que eu ia levar dele, era pra me pegar isso Ctz sério, não é paranoia eu vi o cara que tava dentro da viatura, só que eu vi de longe, e parecia muito com ele, só que eu sei a ré na hora e sai voado e eles ficaram só olhando ) e minha mãe tinha me avisado pra trocar de rota da faculdade pra casa pq ele poderia fazer algo sei lá né... enfim se um dia eu morrer foi esse filho da puta nojento, na mão não garante e quer me matar na troca de bala. Fraco. E ah essa quebrada tem tráfico e tals, bocadinha meio perigosa mas sempre peguei atalho por lá e nunca deu nada, mas depois desse dia nunca mais kkk e ah, a mamãe ficou do lado do cara e parei de falar com ela por um bom tempo, mas aí ela voltou a falar comigo e terminou com o cara. Pq ela terminou ? Pq ele não deixava de trair ela e ser extremamente tóxico abusivo krlh a 4 de coisa ruim. Mas mesmo voltando a falar com ela, eu não consigo gostar mais dela da mesma forma, ela fala que mudou mas continua a mesma pessoa homofóbica, minion com opniões ridículas sobre o Brasil e os brasileiros, tipo tão burra que parece meme, sem falar o preconceito com outras religiões que não sejam a dela que ela super “normal” ... e ela gosta de aparecer, é extremamente estressada, sempre que estar correta e não aceita um debate/diálogo ... tem opniões totalmente sem embasamentos científicos .. parece uma pinscher branca raivosa kkkk pqp eu já aceitei ela ser assim mas porra muito tóxica, amo ela mas pqp depois de tudo isso não consigo mais gostar dela ... e meu pai morreu de overdose ( ele lutou por anos contra o vício ) passei por tanta coisa tentando ajudar ele e ele perdeu essa batalha 🥺 nunca vou esquecer do meu melhor amigo .. que Deus o tenha. E por causa dessa morte dele, ela ( minha mãe ) já me falou tanta besteira sobre ele, que ele é vagabundo, doente, um filho da puta, ladrão , roubava dinheiro da tua avó pra comprar droga etc etc etc E ISSO EU ERA CRIANÇA MANO QUEM FALA ISSO PRA UMA CRIANÇA CARA! PQP! Uma hora ela fala bem e outra fala mal dele, o cara era uma pessoa incrível porém lutava contra uma doença, a dependência química ( não cheirem cocaína e fiquem longe de álcool pessoal , isso acabou com a vida de um homem e me traumatizou tanto que até hoje me pego pensando como seria se ele estivesse aqui) . Meh odeio isso .... pelo menos minha vida melhorou muito com a minha namorada ( já namoro tem 5 anos ) ela é incrível cara, linda, legal, me ajuda e me aconselha. Vou terminar essa faculdade, passar na Oab ( acho que não é difícil sabe, só que é muito chato mano odeio isso cara não me vejo advogando) eu queria ser artista ou pro de cs kkkkkkk não riam por favor, eu sou até bom no cs tenho quase 4 k de horas e comecei a jogar na GamersClub pra ver se consigo alguma coisa, porém a ficha caiu hoje que tenho que estudar mais e parei de assinar a plataforma e só volto a assinar quando atingir outros objetivos pessoais ( como passar na Oab). Vou começar a estudar mais, pra compensar a falta de um rola no Bjj eu comecei a malhar em casa mesmo ( parei com o treino por causa da covid e não quero passar isso pra minha avó , não saio de casa mano to com um cabelão playmobil kkk ) e quem sabe me engajar no mundo da música, faria música tipo a Ana Frango Elétrico ou Rage Against the machine ou até mesmo um rap como o Criolo, mas eu sou branco e branco no rap brasileiro é meio gosta né, os caras são tudo machista, tóxico e trata mulher como puta e gosta de pagar de bandido aparecendo em clipe com a parede de reboco kkk pelo amor de Deus isso é pior que branco que usa dread loiro é de foder tlg Mn . Desculpa esse texto todo errado, escrevi com sono é errado após pensar muito sobre a vida nessa madrugada ( já são 7 da manhã aqui kkk ) enfim tenho que agradecer por não passar fome, ter uma cama e um teto, fora ter a oportunidade de estudar e crescer na vida pq eu conheço gente que estudou comigo que trocou a caneta pela pistola 😔 foda tudo isso.
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2020.06.08 20:08 tapioquinhaBB ROMANCE LÉSBICO COM A SOBRINHA DO PASTOR

Olá Lubx e turmx que está a ver. Irei contar a história do meu namoro lésbico escondido. A história é um pouco longa mas vale a pena. Tenho 17 anos, moro em MT e congrego numa igreja adventista na minha cidade. Minha família toda é evangélica e além disso, eu toco no louvor da minha igreja. Até esse ponto da minha vida, eu ainda achava que era hétero (mesmo no fundo sabendo que não). Então um belo dia eu estava na igreja e de repente uma menina muito gata (MT MESMO) me seguiu no Instagram (o que achei estranho, pois estávamos no meio do culto). Segui ela de volta e já estava meio "hmmmm" das ideias. No dia seguinte ela me chamou no instagram e me mandou um boomerang meio que iniciando uma conversa comigo, e retribuí mandando também, e ficamos nessa. Fomos conversando e conversa vai e conversa vem, reparei que ela estava dando em cima de mim, mas por ser "hétero" eu cortei ela e deixei claro que não queria nada com ela (queria sim). E Luba, ela era muito bonita, MUITO MESMO. E eu sabia que estava a fim dela, mas, como minha família toda é crente e (até meio homofóbica) eu tinha medo do que poderia acontecer. Um belo dia, chorando, ela estava conversando comigo desabafando o quão era ruim ser lésbica e estar numa família cristã, e ter que fingir ser quem não é. Meio que fiquei muito mal e triste por ela e acabei DESABAFANDO pra ela que eu também era lésbica, mas que ela era a primeira pessoa em que eu havia contado isso. Conversamos bastante esse dia, e no mesmo dia eu tive um SONHO com ela (sabe o clipe girls like girls?) Sonhei que nós eramos as duas meninas e que nos beijávamos no final. Eu, uma bela sapatão emocionada, de tanto que tinha gostado do sonho, acabei contando pra ela do sonho. Ela me disse bem brega "é fácil de realizar esse sonho", e acabamos marcando de nos ver no dia seguinte no shopping e FICAMOS em segredo. Quando fui ficar com ela eu pensei "ah, experimentar né, não vai ser nada sério". Depois de ficar, eu estava pensando no nosso casamento KKKKKKKK e o melhor, ela TAMBÉM!!! Depois dessa ficada, fiquei sabendo que essa menina não era nada mais e nada menos do que a SOBRINHA DO PASTOR DA MINHA IGREJA!!!!!! Mas como acabamos nos apaixonando, acabamos namorando e completamos 1 ano de namoro no mês passado (Ps: TUDO EM SEGREDO KKKK) e não, até hoje ninguém descobriu além de uns amigos nossos que sabem.
Extra: Um resumo de uma história que aconteceu durante o namoro - Estávamos nós duas na casa dela e no quarto, conversando e tudo mais (pra nossas famílias, nós duas somos apenas amigas). A mãe e o tio dela estavam em casa na sala, começamos a nos beijar com a porta fechada. Uma hora paramos, e, quando fui agarrar ela e tascar um bjao, a mãe dela abre a porta DE UMA VEZ e só encara a gente por 5 segundos e depois sai. Nos olhamos desesperadas pensando "fudeu" e logo em seguida a mãe dela chamou ela pro quarto pra conversarem e ela TRANCOU A PORTA e fiquei sozinha sem saber o que fazer no quarto dela durante 15 minutos, tempo depois, a minha namorada volta chorando e eu pensei MEU DEUS FODEU MESMO. E, adivinha KKKKKKK Ela me contou que a mãe dela tinha brigado com ela e falado que "nunca viu amiga alisando amiga" e que ia me levar pra casa e ia ter uma conversa séria com ela, foi então que a a minha namo teve a brilhante ideia de falar: "Mãe, por favor, pare, acredite em mim, eu estava muito triste porque hoje é o meu aniversário e eu lembrei do meu pai, eu comecei a chorar e a (eu) começou a me consolar, e me abraçou tentando me acalmar". A mãe dela acreditou e elas começaram a entrar numa conversa super profunda sobre o pai dela, que tinha morrido, e acabou que ficou tudo bem. Mas, até hoje o clima comigo e a mãe dela é meio estranho. E foi assim que a minha namorada conseguiu livrar a gente de uma, citando o PAI MORTO como desculpa. Aiai Meio grande a história mas, espero que gostem, principalmente as sapatão emocionadas q amam um romance lésbico. Abraçoooo
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2020.06.08 00:33 minhyaa1226 A TRÁGICA VIDA AMOROSA DE UMA ADOLESCENTE

Oioi Editores Luba gatas alma do fodrigo e turma que está a veler, tenho 14 anos e eu fiz um tipo de promessa com meu melhor amigo, nós prometemos não se envolver com ninguém romanticamente até nossos 20 anos, eu sei meio idiota, até porque somos adolescentes é meio impossível evitar que isso aconteça, tanto que uma semana depois eu disse que tava apaixonada, (ai meu Deus eu sou muito emocionada, eu não posso evitar, gosto de me conectar com as pessoas e quando vou ver tô me envolvendo de um jeito que eu não planejava e muito menos esperava) apesar de tudo eu tô tentando não me relacionar sério com essa pessoa, nem com ninguém, eu me considero uma pessoa bem decidida até, é difícil me fazer mudar de ideia sobre qualquer coisa, então eu tentei me manter firme na meta de ser feliz sozinha, acho que minha vida toda eu fiquei procurando alguém para me fazer feliz, sempre queria um relacionamento para estar bem cmg mesma, e isso acabou me trazendo algumas decepções, sempre que eu me sentia bem com a companhia de alguém já dizia estar apaixonada, comecei alguns relacionamentos assim e acabei tento experiências ruins, eu já namorei 2 vezes na vida, mas foram dois relacionamentos totalmente diferentes um do outro, o primeiro foi bem inocente, ficamos juntos por um ano e uns meses, nos conhecemos na igreja, só uns amigos nossos sabiam desse namoro, quase não nos víamos direito, era quase um namoro a distância, nós terminamos pq eramos mas amigos do que outra coisa, eu não via essa pessoa como um amor para a vida, era bom estar com ela então eu estava, acho que era recíproco esse sentimento, acabamos como amigos por um bom tempo, mas nos afastamos de vez não sei pq, mas sei que vou levar essa pessoa para a vida e eu a amei de vdd, meu segundo relacionamento,( não vou mentir, me arrependo, [tento não pensar assim pois foi uma experiência] mas enfim), ficamos juntos por uns 4 meses, foi tudo muito rápido, o começo e o fim, a gente se gostava, eu fui forçada a me declarar para ele por uma amiga minha (que por acaso era ex e atual melhor amiga desse ser), nós começamos a namorar tipo do nada, em um dia eu tava com medo de me declarar no outro ele me pediu em namoro na saída da escola , eu não queria começar td tão rapidamente mas quando fui ver estávamos com aliança, ele disse que me amava sem ao menos me conhecer, eu achei estranho mas me neguei a ouvir meu cérebro e só foquei na minha "paixão", nós mal nos conhecíamos não tinha como dar certo, eu acredito que o namoro é para nos conhecermos, mas isso só acontece quando vc já tem uma conexão com a pessoa e eu não tinha nenhuma conexão, só o fato de eu achar ele bonito e interessante e fui correspondia, não significa que é amor, nós não conversávamos direto, não sabíamos nada um sobre o outro, isso me fazia mal, eu tentava mas ele sempre cortava o papo, terminamos uma vez pq a mãe dele não queria ele namorando cmg, depois ele pediu para voltar pq "não conseguia ficar sem mim", eu voltei porque achava que ele era oq eu precisava para ser feliz, mas eu não estava feliz com ele, assim que eu percebi que não estava me fazendo bem toda aquela situação que eu me coloquei, decidi conversar com ele para ver se conseguia mudar isso e também para ver se algo estava incomodando ele assim como estava me incomodando, mas para ele estava tudo bem, tudo certo, porque de acordo com ele " a gente se ama " logo tudo está perfeito, na verdade eu nem sabia se ele me amava mesmo ou se era só da boca para fora(provavelmente), enfim nós terminamos. Eu tenho muito medo de me encontrar na mesma situação que antes, mas acho que estou amando de novo, mas dessa vez é de verdade sei que é amor não só uma paixão de momento ou uma amizade camuflada, eu tô com medo de estragar tudo, tô evitando ao máximo um relacionamento sério, mas é oq eu quero, sou bem emocionada e apaixonada, posso tentar esconder isso de mim mesma mas eu sou assim e eu estou apaixonada e espero que dê tudo certo (se não der também td certo vida que segue kkkk). Enfim lubinha do meu core essa foi a minha história queria saber eu fui a babaca por não achar que ele me amava e terminar "sem mais nem menos" ou ele foi o babaca ou ninguém foi o babaca?? é isso bjus <3
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2020.06.06 09:21 b4bymoon A Sapatão e os 3 dias de retiro

Olá Lubilisco, editores, gatas vesgas e turma que está a ver. Hoje eu vim contar minha trágica história como a sapatão iludida que eu era. (Eu sou nordestina)
A um tempo atrás eu tive meu primeiro namoro, que sim, foi com uma menina do terceiro ano médio. A gente passou cerca de 8 meses juntas, até que ela teve que se mudar pra São Paulo, mas continuamos o namoro mesmo assim. Certo dia ela me disse que iria para um retiro evangélico de 3 dias, que ficaria sem internet e não poderia falar comigo. 3 dias se passaram e quando ela voltou estava completamente diferente, parecia outra pessoa. Eu liguei pra ela e perguntei se tava tudo bem, foi aí que começou o "show da Bíblia" friamente ela falou pra mim que não queria mais "seguir essa vida" que queria andar pelos caminhos certos e que sentiu algo inexplicável nesse retiro, me incentivou diversas vezes a visitar a igreja, disse que não se sentia triste, pois o amor de Deus à tinha preenchido.
E claro que enquanto isso eu chorava igual uma louca do outro lado da ligação, perguntei diversas vezes o que aquilo significava mas ela só falava sobre ser outra pessoa agora.
Basicamente depois disso, eu superei bastante rápido até, 2 dias depois ela tentou voltar e disse que ficaria comigo de novo, logo mandei o "cuidado com as tentações da carne irmã". Pra completar ela usou a desculpa que tudo aquilo foi culpa da múltipla personalidade dela, e que ela ainda sentia por mim o mesmo de antes.
Hoje nós mantemos contato normalmente, apesar de ainda passar isso na cara dela as vezes.
É isso Lubilisco, beijos >30
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2020.05.05 05:40 R0MA_319 EU SINCERAMENTE NÃO SEI OQUE FAZER

Tem dois meses que a minha namorada voltou do retiro de igreja e voltou terminando logo q chegou. Disse que Deus tem um propósito pra ela e que tínhamos que terminar.ok. mas dois meses se passaram e ela faz algo estranho como se ela estivesse confusa. Foi um ano e três meses de namoro e num fds sem ter contato tudo acabou. Eu continuo me declarando pra ela pq não dá eu realmente a amo mas ela acaba me ignorando quando falo com ela e tudo mais. Mas ontem percebi algo e é oq me deixa mais confuso ainda: Ela me mandou msg dizendo que estava com sdds e que eu era importante pra ela. Não tava esperando esse tipo de msg dela pq eu decidi fazer oq ela faz comigo (ignorar) e ela veio Fiquei mto feliz pela msg dela realmente salvou meu dia por conta de outras coisas externas e pessoais. Mas aí tudo entra em decadência depois disso pq ela sabe que me faz bem , sabe que eu a faço bem ,mas ela sla não sabe oq fazer. Se eu sumo um tempo ela vem e a gente mantém uma amizade foda mas aí ela fala que tem que haver "limites" MAS PORRA!? tá com saudade guarda pra vc Eu tava disposto a me casar e crescer com ela e tudo se foi mas agora diz q tem sdds? Quando eu digo que tenho eu tô errado ainda? Como assim? Vai dar 3 meses hj e eu não durmo direito a 3 meses
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2020.03.25 07:10 Vini_Skinhead Deus existe ?

Estou pensando a respeito disso, e está me deixando bem confuso, bem, vamos lá... Sou de uma família evangélica, nasci e fui criado em uma família assim, no início, ia em uma igreja bem ruim, eu "sofria" muito lá, as pessoas me batiam, me julgavam, e falavam várias merdas pra mim, em um acampamento da igreja (o único que eu fui), eu dormia praticamente no chão, e detalhe, eu era apenas uma criança, daí em diante eu fiquei frustrado e revoltado, virei um ateuzinho Toddynho. Depois de um tempo, mais ou menos no início desse ano, eu dei uma chance a isso, confesso que no início eu fui por medo a igreja, porque eu tava meio perturbado da cabeça, e também porque eu tava namorando e ainda namoro uma garota de família cristã, foi então que depois de um mês e pouco mais ou menos, eu comecei a notar uma certa hipocrisia e ignorância dentro da religião, coisas como, a mulher deve ser submissa ao homem, a mulher tem que obedecer tudo que o homem fala, e também coisas como, o estado é divino, foi Deus que colocou nossos líderes no poder pipipopo, foi então que dei uma largada de ir a igreja, e comecei a questionar, realmente, a existência de alguma divindade, respeito quem acredita, mas, ultimamente tenho pensado, levando em conta tudo oque eu sei, e oque eu ouvi, então, será que Deus realmente existe ?
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2020.02.10 15:30 KNWRV Escrevi esse conto e gostaria de um feedback

O funeral
Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.16 01:33 KNWRV O Funeral

Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2020.01.10 16:41 KNWRV Vejam oq vcs acham desse meu conto

O funeral
Na estante de madeira, uma coleção de livros; uma televisão sobre a bancada, lâmpada fosca de tungstênio, ele se encontrava deitado sobre o teclado do computador, semi-desperto, na tela do computador se lia: “A vida e a morte de zdweddddddd...”. José Augusto era escritor, vivia de pequenos contos, algumas traduções aqui e outras ali. Dava pra pagar o pequeno apartamento em que vivia. Não tinha mais companhia, terminara com a namorada, o cachorro Tufão morreu há um mês. Vivia, ainda que mal vivia.
Prim,Prim...Ah! Acordou de sobressalto, era aquele maldito telefone, pra quê pagava aquela linha? Ninguém mais ligava ali, bom mas alguém ligava... Foi caminhando zonzo, no andar dos bêbados. Alô! É da casaa do senhor José Augustoo? – falava como se puxasse a última vogal de algumas palavras ou era a ligação- É sim. Quem fala? É Helena, mulher do Leonardo. Do Leonardo? Como ele tá? Já faz muito tempo que eu falei com ele! É assim...humf,humf... ele saiu dessa para uma melhor- disse entre choramingos. Meu deus. O funeral vai ser hoje à tarde, uma da tarde, seria bom se você aparecesse no funeral, ele pediu que eu te entregasse algo. Eu vou sim, claro que vou- falava estupefato- Tá certo... Tá certo. Funerária Jerusalém. Tá certo.
Morto, defunto, funeral... hoje? Uma hora? Mas como? Quando? Ele tava doente? Por que ele não falou nada? Faz o quê? Cinco anos? Seis? Sentou-se consternado, novamente, em frente do computador. Eram oito horas e trinta minutos, depois dessa mórbida conversa sentiu seu lábio rachado como as terras áridas do deserto, levantou-se da cadeira, a visão ficou turva e sentiu uma certa vertigem. Escuridão, tudo negro... morte? Morte? Não, ainda não. Andou meio bambo até a cozinha, retirou uma vasilha de água da geladeira. Bebeu direto dela, os copos estavam sujos. Funerária Jerusalém. Eu vou ter que pesquisar onde fica. Voltou ao quarto em duas passadas, sentou todo afobado, abriu o navegador, digitou no site de busca: Funerária Jerusalém. Descobriu que ficava na rua Azul do bairro que vivia, eram três quadras de distância, iria a pé, estava decidido.
Preto, é claro! Tem que ir de preto. Não poderia ir com a regata branca amarelada e esburacada na altura das axilas e nem mesmo o short florido que trajava no momento. Saiu do cômodo e voou pelo quarto para o armário. Cadê? Cadê? Aqui. Tirou uma amassada camisa do armário. Eu passo? É tenho que passar, mas primeiro a calça. Cadê? Cadê? Aqui! Pegou uma calça negra, mas com um buraco na parte esquerda da calça. Tem outra? Não, não tem. Droga! Jogou a calça e a camisa na cama. Meias? Precisa de meias pretas? Melhor né? Cadê? Cadê? Não tem, branco é tranquilo, é só a meia, pegou o único tênis que tinha; claramente preto. O tênis estava deplorável, a camisa amassada e a calça furada, mas era o que ele tinha.
Tem que passar a camisa... passo? Eu passo... não pra quê? Ninguém vai reparar, ninguém sabe que José Augusto é apenas um fracassado de quarenta anos, ninguém sabe, nem saberá. Que horas são? Olhou o relógio, já eram doze horas, mas já? Quanto tempo foi perdido nas roupas? Talvez uma fenda o tempo se abriu e me sugou para dentro e eu não percebi? Talvez o preto fosse uma espécie de cor sagrada em que o contato possibilitava romper as barreiras da realidade, os questionamentos fluíam da cabeça de José Augusto tomando forma na realidade, enfim concluía sempre seus pensamentos com um: “Hmm... devo escrever uma história sobre isso”. Já eram doze horas, isso lhe era inegável, ainda que tentasse justificar com ideias de ficção científica. É realmente não dá para passar. Voltou à cozinha; abriu a geladeira, tinha um pequeno prato com um pedaço de carne, pegou a margarina, caminhou até o fogão, ligou-o, chama alta, derramou quase toda a margarina na frigideira, fritou o bife, o boi morto ardia no metal, chiando, o som agudo causava certa irritação em seus ouvidos, levou o dedo ao ouvido, evitando o som que em poucos segundos cessou. Cortou um pedaço de pão velho perdido pela cozinha em uma cesta perto da geladeira, pôs a carne nele, comeu em duas mordidas. Tomo banho? Cheirou-se, não havia odor algum, não, só troco de roupa. Voltou ao quarto, trocou o folgado short que usava pela camisa amassada e a calça rasgada. Era hora de ir ao funeral.
Saiu do apartamento, trancou a porta, desceu as escadas, abriu o pequeno portão. Começou a andar no quarteirão, o sol estava queimando, os prédios mais distantes apareciam em formas distorcidas em meio ao calor como se fossem visões de uma realidade que nunca existira. Passou o primeiro cruzamento; faltavam três; uma velha corcunda vestida com um vestido florido e com cabelos brancos que pareciam brilhar em meio ao sol esperava no segundo cruzamento, ela quer atravessar? Ajudar uma velha, eu sou o quê, um escoteiro? Isso é tão ridículo. José confrontava a ideia de ajudar uma velha a atravessar a rua e não fazer nada, não importava sua escolha ambas aos seus olhos lhe pareciam ridículas, a primeira era algo quase que irreal, algo como um drama de uma história sem sal, típicas do seu trabalho de escritor menor; a segunda porque em nada mudaria o destino das estrelas no universo, uma pequena ação em uma rua tão pequena, nada poderia mudar o significado do mundo, porém alguma ação de José Augusto já havia mudado o universo? Ele pesava ambas com cuidado, agindo com uma balança perfeitamente regrada, ele sentia o que cada uma poderia causar: no fim concluiu que ajudar ou não ajudar não importava.
Quem sabe a primeira me compre um lugar no céu. Acreditava no céu? Isso não se sabe, nem ele sabia disse ao certo. José ia à igreja algumas vezes, sabia decorado alguns salmos, o pai-nosso, a ave-maria, credo e mais algumas, o tempo que passara na Eucaristia e em sua Crisma, lhe fora cansativo, porém internalizara bem os comandos de Dona Susana, mas não chegou a concluir se tinha uma fé verdadeira ou imposta, a verdade que nem ele sabia no que acreditava: às vezes se baseava puramente na ciência outras vezes falava de coisas imateriais e justificava com destino e outras coisas assim. Era um ser curioso, um escritor sem muito valor, mas bastante curioso.
Com as dúvidas na cabeça e o sol sobre a cabeça, ele se aproximou da velha corcunda. Senhora quer ajuda? Obrigado, meu filho.- disse abrindo um sorriso com os dentes amarelos, demarcados pela falta de alguns, entre os buracos parecia haver um fogo que ardia de dentro de seu ser. Ele a pegou em sua mão, a mão era fria, como se ele sentisse a mão do falecido que veria no funeral. Cuidadosamente, primeiro um pé e depois um outro, cuidado com os carros. Senhora, não precisa se apressar, vamos devagar. Isso, devagar. A velha somente ficava calada, mostrando seu sorriso furado e amarelo. Enfim atravessaram a rua, com certa lentidão típica daqueles que atravessam para o outro lado da rua. Largou a mão fria já na calçada, olhou os olhos da velha que mais pareciam tragar toda a luz e não emitir nenhuma, desafiando os princípios físicos e disse: A senhora tem que tomar cuidad... Tá falando com quem otário?! Disse um garoto com boné para trás que passava pela rua.
José Augusto desviou seu olhar para o jovem que passou e depois retornou para onde deveria estar a velha, mas ela já não estava mais lá. Olhou para os quatros cantos, a velha desaparecera em meio ao sol quente daquela quinta-feira. Como poeira naquele asfalto, a velha sumira diante do mundo, levada pelo vento quente. Como era de tentar justificar tudo José Augusto formava pensamentos desconexos para tentar compreender aquela história: foi o sol, ele pensava, o calor muda a visão e a realidade, apenas pode ser isso, assim como os prédios distorcidos, a velha não passava de uma distorção da realidade, existem algumas teorias físicas que apontam distorções do espaço-tempo, talvez a velha fosse uma extensão dessas distorções, pensava com a cabeça de um físico teórico. Continuou andando pelas cimentadas ruas, o sol queimava, mas ainda andava com passos firmes, formulando outras teorias sobre as distorções do continuum espaço-tempo. Absorto nessas ideias, ele não percebeu que apesar do sol incidir obliquamente sobre seu corpo, ele não tinha sombra, um fato muito mais curioso, haja visto que a velha caminhava logo atrás dele, sem nenhum som, ou seja seu desaparecimento não valia a pena ser investigado porque já reaparecera. Sob o sol forte, ele, enfim, chegou em frente à funerária, uma casa azul, com algumas flores amarelas na entrada e uma árvore murcha. José entrou fazendo o sinal da cruz.
“José”. Helena, há quanto tempo; Helena usava a típica roupa de viúva; negra, usava um véu sobre a cabeça branco que destoava, mas era o mais típica possível. Havia dois vasos com flores vermelhas na sala, no caixão do defunto, mais flores vermelhas e ao redor vários olhos vermelhos e inchados de choro. Perto do caixão estava a mesma velha corcunda do vestido florido, ela abriu o mesmo desdentado sorriso amarelo e José Augusto atônico, desviou o olhar das chamas que ardiam entres os furos de seu sorriso. O que foi José? Parece que viu um fantasma. Não é nada... não é nada, Helena. Ela tinha o nariz e os olhos verdes avermelhados, possivelmente do choro, pensava José. A idade não havia sido severa com Helena, ela ainda continuava bonita quando nos tempos da juventude. Ela um tanto apressada, com medo de não ter outra oportunidade, ela tirou do bolso uma pequena foto e disse: José, o Leonardo pediu para eu te entregar. Ela então entregou a foto amarelada: José e Leonardo jovens, em tempos de faculdade, sentados sobre o capô de um gol branco, José ria e Leonardo sorria olhando para baixo, o sol incidia sobre o vidro e aquele momento ficou capturado como uma alegre lembrança. Bons tempos, do que será que ele morreu? Eu pergunto? É rápido...ele olhou o nariz vermelho e subitamente sua coragem cedera, não, não pergunto, do que adianta saber, em que isso mudaria a situação?
Ele nunca me contou o porquê de vocês terem brigado, disse Helena com um certo tom de inocência na voz revelando seu inerente desejo de saber o porquê de tão bons amigos terem parado de se falar repentinamente, faz tanto tempo- disse lentamente José Augusto- eu nem lembro o motivo... eu devia ter pedido desculpas, ele olhava para os azulejos à portuguesa do chão. Ele também deveria, disse Helena abrindo um sorriso de complacência, sabendo da personalidade cabeça-dura de seu finado marido. Eles se despediram de uma forma silenciosa, Helena foi receber outros que chegavam, José sentou na cadeira de plástico bamba do canto esquerdo, com a foto na mão direita, que manuseava incessantemente entre os dedos, ele olhava fixamente para o caixão, assim como para a velha. Permaneceu sentando no canto por longos trinta minutos, alheio ao mundo; revivendo o garoto solitário que ficou amigo do garoto popular, dos jovens na faculdade, das alegres brincadeiras e queria lembrar o motivo da briga, mas não lembrava, fixava os olhos cansados sobre a foto, esquecera da velha por um momento, tentava lembrar com todas as suas forças o motivo da briga, mas não lembrava. Revisitando suas diáfanas memórias de amizade e juventude, dos namoros e diversões, de seu melhor amigo improvável, fez com que escorresse, por sua face que já enrugava, uma lágrima, somente uma, mas uma escorreu.
Levantou-se, foi-se embora lentamente, sem ninguém perceber, abriu a porta e saiu da funerária, também fazendo o sinal da cruz. A velha do sorriso amarelo o acompanhou; passou pela árvore murcha e as flores da entrada, sob o sol ainda fervente, voltou ao seu apartamento, alheio ao mundo, despercebendo as mudanças que os prédios sofriam, deixando a forma de prismas retos, para uma forma arredondada e curvada. A velha corcunda que o acompanhava, fazia o papel de sua sombra que inexplicavelmente sumira. José Augusto normalmente iria criar teorias científicas, filosóficas ou qualquer outro motivo para aqueles momentos, porém absorvido no passado que revivia em lembranças não pensava nisso, abriu a porta do seu apartamento que rangeu como um último grito de um moribundo, sentia em seu peito uma necessidade de escrever, sem trocar a roupa, comer ou beber água, encaminhou-se ao escritório, colocou a foto em cima da bancada, sentou em frente ao computador, a velha do sorriso amarelo ficara no canto do cômodo observando-o trabalhar, o seu sorriso era cada vez mais macabro, mas o escritor nada notava, apenas digitava, tudo que sentira naquela revisitação de suas memórias. José Augusto escrevera, até o anoitecer e além, o livro de sua vida: “Duas vozes”, a lua já estava alta e as estrelas cantavam, sentiu um grande sono e caiu sobre o teclado dormindo, com um sorriso escancarado, reconhecendo que escrevera uma obra digna de autores como Proust, Machado e Joyce, quem sabe estaria ele ao lado deles, após aquele livro.
A velha aproximou-se, deu-lhe um abraço e trouxe um pequeno cobertor do quarto para José, por uma última vez ela abriu o sorriso amarelo: É uma história bonita. Parabéns, José Augusto. Disse com sua voz fria e profunda que ecoava em uníssono com o silêncio do quarto frio.
“Duas vozes” virou um sucesso, falava-se dela nas ruas, na tevê, ganhara a aclamação de crítica e público, suas passagens eram recitadas por jovens e velhos e até sua abertura, que para os leitores era tão icônica, virou frase de para-choque de caminhão e tatuagens na pele de muitos que nunca viram o rosto de José Augusto, a frase era mais ou menos assim: “Cuide de suas lembranças, elas são o cemitério que você leva na cabeça”.
“Duas vozes” era claramente uma versão poética de sua amizade com Leonardo e todas as aventuras de infância, juventude e maturidade pelas quais passaram. Os críticos que a aclamaram depois, perceberam facilmente essa criação poética das lembranças e suas semelhanças com a realidade. Assim como destacam que foi escrita na quente quinta-feira do funeral de Leonardo e da morte de José Augusto.
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2019.09.16 22:42 comoas Me sinto cansado e sem incentivo nenhum

Olá, acabei de entrar no desabafos e assim, vou contar o que anda acontecendo.
Tenho 22 anos, na flor da idade, como muitos poderiam falar, mas não é assim que me sinto.
Passei por muita coisa braba na minha pré adolescência, bullying, perseguições, negligência (por parte de muita gente daquela escola), medo. Aquele tempo ja passou, hoje, graças a Deus, não passo por aquilo mais, mas as sequelas de tudo aquilo ficou. Tenho problemas com ansiedade, síndrome do pânico e depressão ja faz anos, mas só comecei a me tratar em 2016, tomo remédio toda manhã, mas andei parando de tomar ultimamente.
Hoje em dia, minha maior tortura é a hipocondria (uma obsessão que peguei uma doença ruim e séria), o tempo todo eu não consigo ficar em paz, um mosquito me pica e eu penso que peguei dengue, por exemplo. Eu sou católico, tento manter minha fé todos os dias, não andei frequentando tanto a igreja, mas pretendo ir mais vezes, não consigo emprego, já procurei tantas vezes, em tantos lugares, nem mesmo o antigo mercado que eu trabalhava me contratou, e nem acho que vão me contratar nesse verão, fiz das tripas e coração por eles, fui meia hora antes do meu horário para fazer pães, sempre substitui os outros quando precisavam, basicamente eu era o pau de toda obra lá, e assim me viram as costas.
Terminei meu namoro esse ano, namoramos por um ano e no fim não deu mais, mas mesmo assim, as vezes penso que eu estaria melhor com ela em um relacionamento não tão bom do que continuar sozinho, foi a primeira vez que namorei alguém e é algo inesquecível, nunca me senti tão bem e devo dizer que foi um dos melhores anos da minha vida. Ela mudou, começou a seguir a religião evangélica e desde então não foi mais a mesma, mas por um lado, ela se sentiu bem melhor lá, ela teve uma época bem difícil da vida, viveu sempre com migalhas, com apenas um pai.
Bah, as vezes penso, sera que vale a pena eu passar por tanta coisa? todos os dias eu não consigo ficar em paz, medos, tristezas, realmente não consigo ficar em paz, eu olho geralmente o Face das pessoas daquela época, parecem estar vivendo um sonho, me arrependo muito de ter estudado lá, as vezes penso o que seria diferente se eu tivesse saído antes.
Obrigado por me ouvir.
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2019.06.01 15:55 Cine81 Minha ex-namorada teve depressão e todos me culpam por isso

Ontem tive um dia difícil. Minha ex-namorada vai mudar-se para Toronto e lançou uma festa de despedida na igreja evangélica dela. Mas a situação é mais complexa do que um ex-namorado que vai sentir saudades.

Durante o nosso namoro, ela sofreu com depressão profunda. Eu tive medo de que ela fosse fazer alguma besteira consigo mesma, em alguns momentos ela desejou morrer durante as crises de depressão. Essa situação piorou quando ela começou a ter crises de pânico e a sentir o que ela chama de uma opressão espiritual, ela literalmente ouvia vozes, e essas vozes instigavam ela a fazer coisas ruins ou se sentir pior. E além disso começou a ter crises de pânico severas. E a família não sabia direito o que estava acontecendo, quem sabia era eu.

E eu fui quem lidei com todas essas questões. Ela depressiva se tornou excessivamente ciumenta, cobradora e pesava muito a barra pra mim. Então, eu fiquei naturalmente sobrecarregado e confesso que algumas vezes me estressei e não soube lidar da melhor maneira com a situação. Mas sempre que eu tive capacidade eu a reconfortei, tirei ela de inúmeras crises de pânico. Levei ela diversas vezes ao hospital.

Mais do que isso, eu sou umbandista, preconceitos a parte, na minha religião não praticamos o mal, é uma religião que prega o amor e a bondade. Em dado momento ela se interessou a ir na Umbanda comigo e passamos a ir juntos - a questão da religião antes era um problema, pois nos dias em que eu ia para a "gira", ela ficava chateada comigo por não estar dando o "suporte" necessário. Mas quando ela passou a ir comigo, foi melhor para a gente como casal, mas também porquê lá dentro eles tiravam muitos pesos que ela carregava. Lá dentro ela foi tranquilizada e limpada de cargas muitas vezes. As "vozes" paravam, as crises paravam, mas pouco tempo depois ela voltava a ter que lidar com esse problema.

Resumindo: Vivemos tempos difíceis, e ela melhorava e piorava drasticamente.

Parte da família dela que descobriu que ela estava na Umbanda (São evangélicos) ficaram furiosos, a julgaram, e óbvio, me julgaram por tabela. Mas nosso namoro estava insustentável e acabou (resumindo a história) e ela voltou para a igreja evangélica onde foi ajudada pelo pastor e dessa vez a depressão se dissipou.

Ah claro, não ignoro a parte de que ela estava frequentando psicólogos, tomando remédios, o que ajudou em parte, nada disso foi deixado de lado, estou apenas resumindo. Mas o que fez ela voltar a ficar bem foi um encontro com o pastor da antiga igreja dela, e ela conta que teve uma experiência religiosa muito forte que a fez ficar bem. Mas mais do que isso, ela adquiriu um novo propósito, e decidiu mudar-se para Toronto - haviam várias razões que causaram a depressão dela, uma delas era a sensação da falta de propósito aqui no Brasil. De desesperança. E nisso eu nunca poderia ajudá-la. Acreditem, eu tentei.

Contexto dado.

Enfim, foi marcada uma despedida para ontem a noite. Na igreja dela. Ela é uma pessoa de bom coração e agradeceu a todos que estiveram na vida dela, inclusive a mim - conseguimos acabar o namoro e nos mantermos amigos, apesar de inicialmente essa amizade ter sido difícil. - Mas a família dela me vê como o vilão da história.

A família dela me vê como o cara que causou a depressão dela. Afinal eu estava com ela quando ela estava doente.
A família dela me vê como o cara que levou ela pra Umbanda. Mas isso foi uma escolha totalmente dela, eu até fiquei surpreso quando ela entrou.
E a família dela está dando graças a Deus porquê ela finalmente "saiu do pecado" e se livrou de mim, o algoz.

Foi uma situação péssima. Fui no culto de despedida, e várias pessoas que cumprimentei não olhavam na minha cara. Mas fiz questão de apertar as mãos dessas pessoas e olhar nos olhos delas para elas verem que eu estava ali, convidado pela minha ex. Peguei a mãe dela olhando de lado pra mim e fui diretamente falar com ela, ela também me cumprimentou de forma esquisita. A irmã, o pai. Os amigos. Todos com uma péssima impressão de mim. Enfim, eu fiquei como o cara que causou todo o mal na vida da Juliana, pois por coincidência a depressão dela se alastrou no período do nosso namoro.
E me senti extremamente mal ontem. Sai de lá tão carregado. Eu estou tentando me colocar acima disso, mas é impressionante como o olhar torto e os julgamentos das histórias me afetam. Essas pessoas nunca me deram a chance de me defender, nunca me perguntaram o que estava acontecendo, só tiraram suas conclusões a partir do que viram de fora, e eu virei o pária, o pior namorado que passou pela mão da dela. Sendo que na verdade eu fui o cara que cuidou dela nos piores momentos possíveis! Já perdi a conta do tanto de vezes que a socorri, que a levei no hospital, que a carreguei pra cama, ou a confortei, já perdi a conta das vezes que a abracei. Mas no final do namoro eu estava ausente, porquê eu estava cansado demais, estava fraco e estava começando eu mesmo a ficar doente. Eu devo ter errado inúmeras vezes, mas enfim, eu sou humano. Só queria desabafar aqui pois não quero me dar ao trabalho de conversar com aquelas pessoas, considero-os hipócritas mesquinhos e eles que fiquem com a história que eles criaram, eu tenho minha verdade. Não quero mais me importar com tudo isso, mas confesso que me machuca ter saído como o monstro dessa história que vivenciei de forma tão intensa.
Adendo:
Hoje ela está indo embora para o Canadá. E apesar dela sentir que no fim do namoro eu mesmo não estava sendo capaz de ser tão presente (porquê eu estava exausto e esgotado), ela (minha ex) me vê com bons olhos e a gente ainda se fala e entendemos que temos um carinho especial um pelo outro. Mas que não seguiremos juntos apesar de tudo.
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2019.02.13 19:55 KillDozerMaster Religião,tristeza,amor e crise de identidade

Essa vai ser uma longa história e vou citar varios pontos que tem me incomodado na minha jovem vida e não sei mais o que fazer sobre todas essas coisas,talvez essa sensação de estar perdido seja a "Maldição" do jovem,estou em busca de conselhos.
1°:Eu por um longo tempo não acreditei em Deus,quando entrei para o ensino médio conheci uma garota evangélica de uma igreja conhecida e muito influente na minha cidade,para facilitar o texto vou chamar ela de "L". L e eu começamos a namaorar no meio de 2017,com a condição de eu participar da igreja dela,eu aceitei,com o tempo me apaixonei pelo local e me tornei um crente praticante e de muita fé. 
A igreja que participo é uma igreja em célula,para aqueles que não conhecem é uma forma de evangelização onde há um "Líder" que é uma forma de tutor para os discípulos dele,nos reunímos uma vez por semana na casa do líder pra receber uma palavra na semana(mantenham isso em mente pois é importante). O tempo passou,cada vez mais a paixão tanto por ela como pela igreja foi crescendo,mas eu,em minha puberdade,viciado em pornografia e masturbação usei da minha lábia e de muitas mentiras pra que ela me enviasse fotos e vídeos nuas. Um dia eu entendi de meu Deus que eu deveria terminar esse namoro,fiquei deprimido na hora,contei ao meu "Líder" e ele disse pra que eu obedecesse,eu me sentia muito pressionado,por muito tempo eu fiquei desviando disso e não terminei,mas um dia fatídico chegou em que eu criei coragem e terminei. Ela sumiu da minha vida,mudou para a noite e fugiu da igreja que ela amava tanto,arranjou outro namorado,vendedor de drogas e bêbado famoso na cidade,brigou com a mãe e foi morar com o beleza,tranzou com ele(o que na minha crença é pecado antes do casamento,e ela tinha o sonho de perder a virgindade com alguém que passaria toda a vida com ela),descobri a poucos dias que ela engravidou e escondida da mãe tomou chá para abortar. Eu choro e fico deprimido por toda essa desgraça na vida dela,pois,sinto que é tudo culpa minha,se eu tivesse agido de uma forma diferente com ela nada disso teria acontecido,se eu não tivesse sido um tarado com a pobrezinha ela não teria que passar por toda essa desgraça,isso acabou me levando a uma tristeza profunda que não sai da minha mente.
2° Como foi citado no texto anterior sou um viciado em pornografia e masturbação,e isso é algo que não consigo me livrar,e esse vício piora ainda mais minha tristeza pois sinto que estou magoando meu Deus,que sempre me amou,mesmo quando não acreditava nele.
3° Não quero contar ao meu líder que me viciei em pornografia mais uma vez,e nem para meus amigos da igreja,e para eles eu fico com a máscara de "Santo" e "Bonzinho". Entre meus famíliares eu uso a máscara de quem gosta de ler e é um jovem prodígio quando na verdade eu leio apenas umas dez páginas de livro por dia e não vou bem na escola e nem nos vestibulares que participo,o que me deixa com medo do futuro que eu vou ter. Para meus amigos eu pago de "Fodão" o que pega todas e usa droga,toma cachaça pra caralho e usa narguile,quando na realidade não faço nada disso. E por causa dessas mentiras não sei mais quem sou eu,o que piora ainda mais minha situação.
Alguns adendos para os anjos que quiserem me ajudar: *Largar minha igreja está fora de cogitação. *Eu sou jovem,e escuto bastante o famso "Isso não é problema de verdade eu tenho que X e Y,e esse seu problema não é nada" se for pra dizer isso,nem diga. *Estou no último ano do ensino médio e minha ansiedade tem me devorado cada dia mais por causa do vestibular,qualquer dica é bem vinda.
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Escola Bíblica - Namoro cristão - Parte 2 IGREJA BATISTA SEMEANDO AMOR DE DEUS - YouTube Igreja Amor de Deus - YouTube NAMORO EVANGELICO Namoro de Crente IGREJA TEMPLO DE AMOR DE DEUS VIVO pedido de namoro cristão na igreja Maxwell&Paula - YouTube #036 - Meu namoro é de Deus?

Igreja Deus salva - Grupos de Namoro

  1. Escola Bíblica - Namoro cristão - Parte 2
  2. IGREJA BATISTA SEMEANDO AMOR DE DEUS - YouTube
  3. Igreja Amor de Deus - YouTube
  4. NAMORO EVANGELICO
  5. Namoro de Crente
  6. IGREJA TEMPLO DE AMOR DE DEUS VIVO
  7. pedido de namoro cristão na igreja Maxwell&Paula - YouTube
  8. #036 - Meu namoro é de Deus?
  9. NAMORO - ESPERAR EM DEUS

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